Os 32 maiores clubes da Europa alcançaram, juntos, um valor empresarial de € 72,6 bilhões em janeiro deste ano. Os dados são do relatório Football Clubs’ Valuation: The European Elite, elaborado pela consultoria Football Benchmark.
O estudo traz dois clubes da LaLiga no topo. A liderança é do Real Madrid, maior ganhador da Champions League na história, com 15 títulos, avaliado no ranking em € 7,7 bilhões, crescimento de 23% em relação ao ano passado.
O resultado financeiro alcançado pela equipe merengue se deve, segundo os autores do estudo, aos acordos comerciais firmados na última temporada e ao crescimento das receitas geradas pelo Estádio Bernabéu, em Madri.
Na sequência, vem o Barcelona, com valor empresarial de € 5,9 bilhões, € 1,8 bilhão a menos que o arquirrival.
Apesar de ainda estar bem atrás do Real Madrid, o atual campeão da LaLiga avançou 33% em comparação aos € 5,1 bilhões registrados em 2025.
Nesse caso, o clube catalão, que tenta superar uma das piores crises financeiras de sua história, relacionada ao forte endividamento, foi beneficiado por acordos comerciais e pela reabertura do Spotify Camp Nou, ocorrida no fim do ano passado, fato que impulsionou o faturamento com dias de jogo (matchday).
Ligas com clubes mais valiosos
Apesar de a LaLiga possuir dois representantes na liderança, a Premier League é a que mais se destaca nas primeiras posições do ranking, com seis clubes no Top 10 do relatório.
Entre eles, está o Manchester City, clube mais vitorioso da Inglaterra na última década e terceiro colocado na lista, após ser avaliado pela Football Benchmark em € 5,1 bilhões. Em quarto lugar, aparece o Manchester United, com valor empresarial de € 5,09 bilhões.
O detalhe é que ambos quase não tiveram alteração de valor entre 2025 e 2026, diferentemente do Arsenal, atual campeão da Premier League e vice da Champions League no último sábado (30), que cresceu 33%, passando de € 4,29 bilhões para € 4,9 bilhões.
Os outros representantes ingleses nas dez primeiras posições do ranking são: Liverpool (€ 4,6 bilhões), em sétimo lugar; Tottenham (€ 3,5 bilhões), em nono; e Chelsea (€ 3 bilhões), em décimo.
O ranking traz ainda o Bayern de Munique, da Bundesliga, na sexta posição, com valor de € 4,7 bilhões, e o PSG, agora bicampeão da Champions League, em oitavo, avaliado em € 4,5 bilhões.
Valores disparam
O estudo da Football Benchmark mostra uma disparada no valor empresarial dos maiores clubes europeus, após um período de baixa registrado em 2021, em decorrência da pandemia de Covid-19, que paralisou campeonatos e fechou estádios, comprometendo as receitas das equipes.
De 2016 a 2020, ano em que a pandemia explodiu, os times da Europa já passavam por um movimento de valorização crescente, com a avaliação conjunta subindo de € 26,3 bilhões para € 39,7 bilhões.
Em 2021, porém, houve um recuo de 15% em relação ao ano anterior, para € 33,6 bilhões. Em 2022, o valor agregado se elevou para € 37 bilhões, ainda abaixo dos níveis anteriores à Covid-19.
Em 2023, os valores somados saltaram para € 51,7 bilhões e, a partir de então, observa-se uma tendência constante de alta.
“Os principais clubes do futebol europeu estão operando cada vez mais em uma escala econômica diferente do mercado em geral. O que o relatório deste ano destaca é o quão difícil está se tornando competir consistentemente no topo sem a capacidade de aumentar audiências globais, investir em infraestrutura e reinvestir continuamente em desempenho esportivo por longos períodos”, avaliou Andrea Sartori, fundadora e CEO da Football Benchmark.
“Economicamente, a diferença entre a elite do jogo e o mercado mais amplo está se tornando cada vez mais estrutural. Os clubes ainda podem crescer rapidamente por meio de ciclos esportivos fortes e uma propriedade ambiciosa, mas manter uma posição entre a elite está se tornando mais exigente a cada ciclo de crescimento”, prosseguiu.
Elencos estelares
Um dos fatores que contribuem para a avaliação dos grandes clubes europeus é a valorização de seus elencos.
O Real Madrid, por exemplo, conta com alguns dos atletas mais caros da atualidade, como o francês Kylian Mbappé (€ 238 milhões), o inglês Jude Bellingham (€ 177 milhões) e o brasileiro Vinicius Júnior (€ 139 milhões). O conjunto de atletas da equipe é cotado em € 1,48 bilhão.
No Barcelona (elenco de € 1,24 bilhão), o jovem atacante espanhol Lamine Yamal possui valor de mercado de € 290 milhões, enquanto no Manchester City (elenco de € 1,34 bilhão) o destaque fica por conta do norueguês Erling Haaland, cotado em € 206 milhões.
No Arsenal, cujo elenco é avaliado em € 1,45 bilhão, o inglês Bukayo Saka é o principal nome, valendo € 148 milhões.
O Manchester United é o único entre os cinco primeiros colocados do ranking a ficar abaixo da casa de € 1 bilhão.
Em janeiro deste ano, o elenco dos Red Devils estava cotado em € 809 milhões, e nenhum de seus jogadores valia acima de € 100 milhões. O jogador mais caro era o esloveno Benjamin Sesko, com valor de mercado de € 71 milhões.
