O Santos estreia nesta quarta-feira (26) o novo patrocínio máster da casa de apostas Novibet, na partida diante do Vasco, válida pela quarta rodada da Série A do Brasileirão.
O acordo será válido por três anos, até fevereiro de 2029. A Máquina do Esporte obteve acesso a detalhes desse contrato, que envolve quantias superiores às que foram inicialmente divulgadas, de um fixo de R$ 35 milhões, que poderia chegar a R$ 85 milhões com as bonificações por desempenho.
O acordo foi estruturado em modelo de performance e participação direta no resultado, no qual o Santos detém 25% da movimentação gerada na plataforma de apostas, a partir da sua base e dos seus ativos.
Segundo projeções internas do clube e considerando-se apenas os 25% de participação, o Santos ganharia aproximadamente R$ 50 milhões por ano, quantia que poderia se tornar ainda maior, dependendo da performance alcançada pela equipe.
Com base nesses cálculos, o contrato tem condições de atingir até R$ 95 milhões ao ano, sem teto máximo, somando-se valor fixo, bonificações contratuais e participação na receita.
Dessa forma, o Santos passa a depender do engajamento e participação do seu torcedor para ampliar as receitas desse patrocínio, que é estruturado em métricas de performance, e não apenas na simples visibilidade proporcionada pela exposição de marca.
Time feminino
O acordo firmado entre Santos e Novibet contemplará apenas o time profissional masculino do clube alvinegro.
A Máquina do Esporte apurou que a casa de apostas não irá patrocinar a equipe feminina principal do Peixe.
Com isso, as Sereias da Vila seguem sem uma marca parceira para ocupar o espaço mais nobre da camisa.
Vale lembrar que o acordo do Santos com a antiga patrocinadora máster 7K, que teve início em abril de 2025 e foi rescindido em janeiro deste ano (cerca de 15 meses antes do prazo previsto para o término), abrangia também o time profissional feminino do clube.
A atual temporada tem sido marcada pelo refluxo nos investimentos das casas de apostas no futebol do país, com muitas plataformas optando por deixar de patrocinar clubes das Séries A e B do Brasileirão, em meio a um cenário marcado pela regulamentação do mercado e pela tendência de alta da tributação do setor.
