O Comitê Olímpico do Brasil (COB) já anunciou sete novos patrocinadores para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. O foco para este ciclo não será aumentar o número de acordos em comparação com Paris 2024, mas, sim, evoluir a receita gerada por cada parceria.
Em entrevista à Máquina do Esporte durante a COB Expo 2026, que está sendo realizada em São Paulo (SP), Manoela Penna, diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos do COB, detalhou o trabalho comercial da entidade nos últimos meses.
“Depois do ciclo de Paris 2024, avaliamos nosso portfólio de parceiros, as possibilidades que a gente ainda tinha abertas, e entendemos que não precisávamos ter mais parceiros, mas tinha que ter mais receita”, disse.
“Então, nosso objetivo tem sido aumentar o tíquete médio com novos parceiros. E isso a gente tá conseguindo. Nesse um ano e meio do ciclo, já fechamos com marcas grandes”, seguiu.
Seguindo a estratégia comercial proposta pelo comitê para o ciclo de Los Angeles 2028, a entidade já conseguiu mais do que dobrar o tíquete médio dos patrocinadores. O crescimento indica um aumento na percepção de valor das marcas acerca da propriedade.
“As marcas estão com apetite, elas entendem o poder do esporte, a credibilidade do COB, a força da marca olímpica. Estamos muito felizes de podermos expandir pelo Brasil todo”, avaliou a executiva.
Recentemente, o COB chegou a 14 patrocinadores ao acrescentar 99, Adidas, Dasa, Tigre, Vale, Wizard e Neodent. As marcas se juntaram a Caixa (máster), Loterias Caixa (máster), Vivo, Medley, Neoenergia, Mormaii e Max Recovery. Ainda assim, tem sete parceiros a menos em comparação com Paris 2024.
Mais do que apenas oferecer benefícios financeiros ao COB, os patrocinadores também têm sido importantes incentivadores para o engajamento e crescimento da marca do Time Brasil, possibilitando que a entidade passe a se comunicar com novas comunidades.
“Quando a gente busca o parceiro isso é muito importante. Chegamos a um segmento como o da Tigre, de obras. Estamos falando com um novo público que também é fã de esporte, também pode se emocionar com o Time Brasil. Estamos muito felizes com essa primeira etapa. Ainda não concluída”, reforçou Manoela Penna.
Novas categorias
Ainda restam aproximadamente um ano e nove meses para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028. Até lá o COB ainda deverá acrescentar novas marcas ao portfólio de patrocinadores.
Os principais focos para o restante do ciclo são parcerias com uma montadora, categoria liberada após o fim do acordo da Toyota com o Comitê Olímpico Internacional (COI) e uma companhia aérea.
O COB já possui conversas com empresas destes segmentos e nutre a expectativa de anunciar parcerias nos próximos meses.
“Temos conversado bastante com esse mercado. A gente tem ouvido boas propostas, temos dividido ideias. Estamos com muita confiança de que em breve teremos boas notícias concretas”, contou a diretora de comunicação, marketing e valores olímpicos do COB.
Licenciamento
O COB também olhará com mais atenção para ampliar o impacto a partir da figura do mascote Ginga, que será peça central em uma estratégia de licenciamento que buscará levar o Time Brasil a segmentos diversificados.
“Entendemos que o Ginga é um potencial subaproveitado que a gente tem, sobretudo para falar com crianças. A gente tem que levar o movimento olímpico a vários públicos. Então, o Ginga, a gente tem uma estratégia em andamento agora de popularização do Ginga e de levar ele para as prateleiras”, projetou Manoela Penna.
“A ideia é realmente poder diversificar as fontes de receita também e dar mais valor para os nossos parceiros, porque o Ginga é uma propriedade que pode ser explorada por todos os nossos parceiros”, concluiu.
