O Grupo SBF encerrou 2025 com uma receita líquida consolidada de R$ 7,7 bilhões, o que representa um aumento de 8,2% em comparação ao ano anterior. O lucro líquido ajustado (ex-IFRS) da companhia no período foi de R$ 427,6 milhões, registrando uma alta de 2,4% sobre 2024, com margem líquida de 5,5%.
“Encerramos 2025 com uma base operacional mais robusta e com avanços claros na execução das nossas prioridades estratégicas”, analisa Gustavo Furtado, CEO do Grupo SBF.
Os resultados financeiros do grupo foram impactados pela pressão cambial sobre mercadorias importadas, especialmente na unidade Fisia, dona da operação da Nike no Brasil. Isso refletiu em uma margem bruta consolidada de 48,3%.
O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, na sigla em inglês) somou R$ 705,5 milhões, com margem de 9,1%. O valor é inferior ao obtido em 2024, quando o Ebitda ajustado havia sido de R$ 772,4 milhões, com rentabilidade de 10,8%
No fechamento do ano, a dívida líquida da empresa atingiu R$ 678 milhões, um aumento acentuado de 129,3% em relação a 2024. A alavancagem, porém, foi de 0,96 vez o Ebitda.
O patamar, segundo a companhia, refletiu “principalmente a maior necessidade de capital de giro, em linha com o plano de investimentos do período, que incluiu reforço de estoques e maior nível de Capex [despesas de capital, na sigla em inglês] na operação”.
Centauro
A Centauro, unidade de varejo do grupo, alcançou faturamento líquido de R$ 4,1 bilhões em 2025, um avanço de 13% em relação ao ano anterior. O crescimento foi equilibrado entre as lojas físicas (crescimento de 11,2%) e o canal digital (aumento de 19,9%). A marca atingiu sua maior margem bruta anual, chegando a 50,3%.
O desempenho da rede foi sustentado pelo projeto estruturante Destrava, focado em produtividade e gestão de estoque. Durante o ano, foram contratados 900 novos vendedores e a participação de produtos com mais de seis meses em estoque foi reduzida a 7,8% do total.
Nas datas sazonais, a Centauro registrou alta de 21,5% nas vendas de Natal e avanço de 14,4% no canal digital durante a Black Friday.
Fisia

A Fisia reportou receita líquida de R$ 4,3 bilhões em 2025, o que representa crescimento de 6,2%. O destaque da unidade foi a retomada do canal de atacado, que apresentou expansão de 23,3% no quarto trimestre.
A margem bruta da empresa fechou em 40,7%, uma retração de 3 pontos percentuais devido à desvalorização cambial e ao alto custo dos royalties da Nike.
No cenário esportivo, a companhia renovou o contrato com o Corinthians por dez anos e oficializou parcerias com Atlético-MG e Vasco a partir de 2026. Conforme o balanço, o lançamento dos uniformes do Vasco, em janeiro, apresentou o maior volume de vendas em períodos iniciais na história recente da Fisia.
No segmento de corrida de rua, a Nike assumiu o patrocínio máster da SP City Marathon a partir deste ano. Em 2025, a prova reuniu mais de 25 mil corredores, o que é um ótimo ativo para a empresa expandir seus tentáculos nesse segmento.
Logística
Para sustentar a expansão, o grupo investiu na infraestrutura logística e tecnológica. O centro de distribuição em Extrema (MG) foi ampliado para 61 mil m², permitindo a internalização da distribuição das lojas físicas da Fisia e a aplicação de incentivos fiscais de ICMS.
A unidade também obteve a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA) dado pela Receita Federal a empresas com baixo risco, confiáveis e seguras.
Na Centauro, a implementação de um sistema automatizado de separação de pedidos possibilitou a realização de entregas no dia seguinte às compras.
“Evoluímos em eficiência, fortalecemos nossas marcas e iniciamos 2026 preparados para um calendário esportivo relevante, mantendo disciplina financeira e foco em geração sustentável de valor”, diz Furtado.
