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Mulheres ocupam 32% dos cargos executivos no esporte, mas ficam fora de liderança máxima

Estudo da Siga aponta avanços na representatividade feminina, mas destaca baixa presença em presidências e cargos no topo

Emanuel Macedo de Medeiros, CEO da Siga - Divulgação

Emanuel Macedo de Medeiros é o CEO da Siga - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Mulheres ocupam 32,02% dos cargos executivos nas 30 federações da Asoif, com a World Athletics atingindo paridade de gênero pela primeira vez.
  • Apesar dos avanços, o número de mulheres presidentes e em cargos de CEO ou secretária-geral nas federações internacionais diminuiu desde 2024.
  • Siga defende medidas como políticas de diversidade, metas mensuráveis e programas de mentoria para aumentar a representatividade feminina no esporte.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Aliança Global pela Integridade do Esporte (Siga, na sigla em inglês) divulgou o relatório “Survey Siga 2026” sobre a representatividade feminina nos órgãos executivos das federações esportivas internacionais.

O levantamento mostra que as mulheres ocupam 32,02% dos cargos executivos nas 30 federações que integram a Associação das Federações Internacionais Olímpicas de Verão (Asoif).

“A liderança no esporte internacional continua a ser desproporcionalmente masculina, sobretudo nos níveis mais elevados”, disse Emanuel Macedo de Medeiros, cofundador e CEO da Siga.

“O progresso, por si só, não é suficiente. É essencial garantir que seja sustentado e se traduza em mudanças estruturais duradouras”, completou.

Números

Segundo o estudo, 21 dessas federações já atingiram ou ultrapassaram o limiar de 30% de participação feminina. Pela primeira vez, a World Athletics alcançou paridade total de gênero (50/50).

Outras oito federações apresentam entre 40% e 50% de representação, como a Federação Equestre Internacional (47,62%), a Federação Internacional de Tênis de Mesa (45,45%) e a World Rugby (41,67%).

“Hoje, os dados contam uma história mais equilibrada e encorajadora. Estamos assistindo a progressos reais na governança do esporte internacional, com mais mulheres assumindo funções de liderança e um número crescente de organizações alcançando níveis significativos de representação”, analisou Medeiros.

Liderança

Apesar dos avanços, os dados revelam desequilíbrios nos cargos de topo. O número de mulheres presidentes de federações internacionais caiu de quatro para três desde 2024. Além disso, também diminuiu a presença feminina em funções de CEO ou secretária-geral.

“O progresso rumo à equidade de gênero exige compromisso contínuo, colaboração e investimento na próxima geração de líderes”, afirmou Katie Simmonds, diretora comercial global da Siga e presidente do Conselho da Siga Mulher.

“Alargar o acesso à mentoria e ao desenvolvimento de liderança continua sendo essencial para construir um futuro mais inclusivo no esporte”, acrescentou.

Próximos passos

Vale lembrar que a Siga defende medidas como a implementação dos parâmetros universais de boa governança, políticas de diversidade e inclusão, definição de metas mensuráveis e programas de mentoria.

O estudo está disponível para download no site da entidade e será debatido em uma sessão especial do SigaWoW (Women on Wednesdays), com transmissão global.