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On Holding registra margem bruta de 65,4% e reforça estratégia premium

Marca suíça de artigos esportivos mantém crescimento lucrativo e aposta em vendas diretas e inovação para sustentar expansão

Loja da On inaugurada no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo - Divulgação

Loja da On inaugurada no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • On Holding registra margem bruta recorde de 65,4% e crescimento de 13,5% na receita no segundo trimestre de 2026.
  • Vendas diretas ao consumidor crescem cinco vezes mais rápido que o atacado, representando 45,7% da receita consolidada.
  • Segmentos de vestuário e acessórios crescem expressivamente, com expansão destacada na Ásia e Europa.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A On Holding, que tem entre seus sócios o ex-tenista Roger Federer, divulgou resultados do segundo trimestre de 2026 com margem bruta recorde de 65,4%.

A receita cresceu 13,5%, alcançando € 920 milhões, enquanto o negócio direto ao consumidor avançou em ritmo mais acelerado. O Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) ajustado subiu quase 25% e o lucro líquido voltou a ser positivo.

Estratégia

A empresa afirma que os resultados financeiros expressivos acontecem mesmo que a empresa mantenha sua estratégia no posicionamento premium, sem focar no volume de vendas.

“Não comprometemos nossa integridade de preço integral em prol do volume – mesmo no ambiente altamente promocional que vimos neste trimestre em alguns mercados”, comenta Frank Sluis, diretor financeiro da On.

Para a companhia, os clientes buscam inovação e relevância cultural, e não estão preocupados com o preço quando buscam artigos da On, que atrai consumidores mais jovens, antenados com inovação. Um em cada três consumidores da marca têm menos de 34 anos.

“Eles não vêm pelo preço. Eles vêm pela inovação e pela relevância cultural”, acredita David Allemann, co-CEO da empresa.

Mercado

Apesar dos resultados positivos, as ações da On sofreram pressão após a divulgação, já que a receita ficou ligeiramente abaixo das expectativas de Wall Street.

A empresa, no entanto, revisou para cima sua projeção de margem bruta, agora estimada em pelo menos 65% para o ano. A previsão de crescimento de receita ajustada pela variação cambial permanece na faixa dos 20%.

Vendas diretas

O canal direto ao consumidor representou 45,7% da receita consolidada e cresceu mais de cinco vezes mais rápido que o atacado.

A estratégia fortalece margens e fidelização, além de reduzir a dependência de parceiros varejistas. A empresa tem limitado envios ao atacado para evitar descontos e abrir espaço para novas coleções previstas para 2027.

Entre os lançamentos, estão o Cloudboom Strike 2, o Cloudsurfer 3, a espuma surreal e a tecnologia lightspray.

Segundo Allemann, “plantamos muitas sementes, e agora elas estão germinando”, em referência à expansão para corrida, treinamento, tênis, vestuário e novas regiões.

Negócios

O segmento de vestuário cresceu 47,7%, alcançando € 59 milhões), enquanto os acessórios avançaram 88,3%. A diversificação reforça a estratégia de transformar a On em uma marca esportiva premium mais abrangente.

A Ásia segue como principal motor de crescimento, com destaque para Japão, Coreia do Sul e China. Na Europa, França e Itália registraram expansão significativa, com filas diárias na loja de Milão.

Já nos Estados Unidos, o ambiente competitivo é marcado por promoções, e a On mantém postura cautelosa, priorizando margens em vez de participação de mercado.

Com reservas de caixa de € 1,30 bilhão, a empresa afirma estar preparada para investir em expansão de lojas, inovação e fortalecimento da marca. Tal posicionamento já chegou ao Brasil, com a inauguração da primeira loja oficial da marca no Shopping JK Iguatemi, em São Paulo (SP).