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PIB do esporte se posiciona como motor para atração de novos investimentos

Relatório divulgado em 2025 terá grandes acréscimos na segunda edição, com valores movimentados por apostas e atividades informais, entre vários outros

Fabiana Bentes, presidente da Sou do Esporte, palestra no segundo dia do TS Summit 2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Em 2023, o setor esportivo movimentou R$ 183,4 bilhões, o equivalente a 1,69% do PIB brasileiro, segundo relatório PIB do Esporte.
  • A próxima edição do PIB do Esporte incluirá dados de apostas esportivas, turismo esportivo, e-Sports, eventos, ensino e desporto militar para ampliar a precisão do estudo.
  • Desafios na produção do relatório incluem falta de dados detalhados e heterogeneidade da indústria, com avanços esperados na geração de dados e regulamentação do Plano Nacional do Esporte.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Sou do Esporte lançou, em 2025, o PIB do Esporte, relatório que demonstrou que, em 2023, o setor movimentou R$ 183,4 bilhões no Brasil, o equivalente a 1,69% do Produto Interno Bruto do país. Mais do que apenas dados, o relatório se posiciona como uma ferramenta para agentes do mercado potencializarem os investimentos recolhidos.

O TS Summit 2026, evento realizado pela Ticket Sports, em São Paulo (SP), contou com uma palestra de Fabiana Bentes, presidente da Sou do Esporte. A executiva detalhou a produção do estudo e explicou aos participantes os desafios e mudanças que o projeto enfrenta.

“Quando falamos no PIB do Esporte, precisamos tirar a romantização desse processo. Damos um retorno muito grande, então quando lançamos o PIB do Esporte, tivemos a intenção de trazer o número para a boca de todo o ecossistema que investe no esporte brasileiro”, disse Fabiana Bentes à Máquina do Esporte.

A executiva defendeu que o esporte deve ser vendido como uma força financeira e social. A percepção de valor precisa ser pensada diferente, como motor que vai gerar dinheiro ao país.

“Precisamos falar de esporte como inclusão a partir do investimento. Quando falamos de evento esportivo no poder público, não estamos pedindo ajuda, estamos dizendo que nosso evento traz retorno para a cidade. Essa percepção de que o esporte movimenta o dinheiro, a renda e a empregabilidade, precisa ser percebida por todos nós que trabalhamos no esporte”, reforçou a presidente da Sou do Esporte.

Fabiana Bentes também pontuou algumas dificuldades para a produção do relatório, como a heterogeneidade da indústria esportiva, a falta de dados detalhados e a existência de dados com confiabilidade insuficiente.

Entre os avanços necessários na indústria brasileira, no ponto de vista da executiva, estão a criação de políticas de geração de dados e a regulamentação do Plano Nacional do Esporte (PNE), entre outros.

Novos horizontes

Mesmo com o trabalho desenvolvido pela Sou do Esporte em 2025, com dados de 2023, ainda sendo a principal referência sobre o PIB do setor, a tendência é que o número já esteja defasado. A primeira edição do relatório não considerou uma série de atividades que também estão ligadas ao mercado esportivo.

Na próxima edição, o PIB do Esporte incluirá nas contas, por exemplo, dados das apostas esportivas. O setor passou a ser regulado apenas a partir de janeiro de 2025 e, só no primeiro ano, já recolheu quase R$ 10 bilhões em tributos, fora as outorgas de R$ 30 milhões pagas por todas as casas de apostas e os cerca de 15,5 mil empregos gerados.

“O segundo PIB promete. A gente não tinha noção nenhuma dos valores, tivemos que buscar bastante para achar. Agora, já existe no mercado uma percepção de o quão relevante foi esse número para todos nós. Já há uma adesão muito grande das instituições de quererem colaborar”, apontou Fabiana Bentes.

“Existe uma expectativa de crescimento substancial, porque agora temos um valor regulamentado das bets, mas também relacionado à questão informal. A informalidade do esporte ainda é muito grande, vamos trabalhar isso. Vai reforçar todos os números que já temos. Acho que teremos uma ótima surpresa nesse próximo estudo”, completou a presidente da Sou do Esporte.

Para além dos valores movimentados por apostas e atividades informais, e até ilícitas, também passarão a ser considerados setores como turismo esportivo, e-Sports, eventos, ensino e desporto militar.

A tendência, portanto, é que a segunda edição do PIB do Esporte traga aumentos relevantes e reflita com mais precisão o impacto que este mercado causa no Brasil. Como consequência, a ferramenta tenderá a ficar ainda mais forte para os agentes da indústria, reforçando principalmente a relevância do setor em comparação com outras áreas que recebem até mais investimentos públicos do que o esporte.