A disparada nos valores dos direitos de transmissão esportivos, verificada após o fim da pandemia da Covid-19, já preocupa as emissoras de TV abertas brasileiras.
O fato foi externado pela presidente do SBT, Daniela Beyruti. Em entrevista à coluna de Flávio Ricco, no Portal Léo Dias, a executiva comentou sobre a inflação verificada nos custos dos direitos esportivos.
“Precisamos falar mais disso. Eu acredito que isso pode ser resolvido no setor e pelo setor, mas o setor precisa se unir! Somos cinco principais emissoras com duas associações, onde já se viu isso?”, disse Daniela, numa referência à cisão existente no setor de radiodifusão.
Atualmente SBT, Band e TV Globo são filiados à Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).
Já Grupo Record, Rede TV!, CNT, Jovem Pan, entre outros, integram a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel), criada em 1999 por emissoras que discordavam do predomínio da Globo na Abert.
Daniela Beyruti também comentou sobre a entrada de grupos internacionais e das plataformas de streaming na disputa pelos direitos de transmissão e pela audiência no país.
“Estamos perdendo para nós mesmos. Agora a concorrência não é mais entre nós, e sim pela atenção geral das pessoas e das milhares de ofertas que vêm das plataformas e do YouTube”, afirmou.
Conforme noticiou a Máquina do Esporte, a plataforma do Google se tornou a grande alternativa para novos grupos de mídia, que investem na transmissão esportiva.
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O próprio YouTube tem investido em aquisições, incluindo os direitos digitais globais da Copa do Mundo, transmitindo todas as partidas para a o mercado brasileiro (com direito a jogos exclusivos) numa parceria com a CazéTV, que bateu recordes de audiência ao longo do torneio.
Um estudo recente da agência de consultoria Global Media Properties, com sede no Reino Unido, projetou que o gasto global em direitos de mídia esportiva deverá atingir US$ 67,34 bilhões, em 2026.
De acordo com os autores do relatório, “a competição pela atenção dos telespectadores nunca foi tão cara nem tão fragmentada”.
Em 2019, antes da pandemia impactar a economia global, os gastos com direitos esportivos de mídia estavam em US$ 48,6 bilhões.
