A cobertura ao vivo da final da Champions League 2025/2026 entre Arsenal e Paris Saint-Germain registrou mais de 7 milhões de espectadores no Reino Unido pela TNT Sports. O número foi alcançado apesar da decisão da emissora de não disponibilizar a partida em sinal aberto ou em plataformas gratuitas, rompendo uma prática adotada pelo grupo no país desde a temporada 2015/2016.
A mudança da Warner Bros. Discovery, proprietária do canal, teve como foco impulsionar as assinaturas do streaming HBO Max no mercado britânico. A empresa utilizou o apelo gerado pela presença de três equipes inglesas nas finais continentais, já que Aston Villa e Crystal Palace também decidiram os títulos da Europa League e da Conference League, respectivamente.
Com o fim do contrato de direitos previsto para a temporada 2026/2027, a companhia priorizou o retorno financeiro de curto prazo em detrimento da ampliação do alcance da marca.
Pirataria
A audiência combinada entre os canais lineares e o streaming representou 25,6% de participação no mercado britânico. O número foi consolidado mesmo com a partida tendo sido realizada três horas mais cedo do que nos últimos anos, que auxiliou na logística da partida, mas tirou a atração do horário nobre.
A opção pelo modelo fora da TV aberta impediu a TNT Sports de bater o recorde de 12,6 milhões de espectadores registrado na final de 2022. Para fins de comparação, o mercado francês, que dividiu o evento entre a TV aberta, com a M6, e a TV paga, no Canal+, alcançou um público de 12,9 milhões de pessoas, com participação de mais de 60%.
A pirataria também aumentou. Levantamentos indicaram 16,2 milhões de visualizações piratas no Reino Unido durante a decisão, provenientes de 3,7 milhões de conexões únicas, ou seja, mais da metade da audiência oficial.
