Um comportamento vem ganhando espaço no consumo dos esportes femininos: quem chega por uma competição mais popular demonstra predisposição para continuar explorando outras modalidades. Um estudo da Spectrum Reach publicado pela Adweek mostra isso em dados: 52% dos lares que assistiam a esportes femininos também passaram a acompanhar modalidades femininas de menor alcance, como ginástica, softball e vôlei, nos Estados Unidos.

Trata-se de um dado que ajuda a olhar de outra forma para a fragmentação da audiência esportiva. Quando o público começa a circular por diferentes campeonatos e esportes, uma modalidade menor pode ganhar espaço justamente porque o fã chegou ali por outra competição. O interesse por uma propriedade pode, portanto, levar à descoberta de outras dentro do mesmo ecossistema.
Os outros números do estudo ajudam a dimensionar essa oportunidade. Em 2024, 28% dos espectadores de esportes femininos eram novos fãs, enquanto quem acompanhava esse segmento consumia 43% mais televisão por semana do que quem não acompanhava. Existe, portanto, uma audiência que está chegando ao esporte feminino e que também apresenta um nível elevado de consumo.
O mesmo movimento aparece em esportes que ainda ocupam espaços menores no mercado. O estudo cita os 70 milhões de minutos assistidos na Pickleball.tv durante o Campeonato Mundial de 2025 e uma audiência combinada de TV e digital superior a 50 milhões de pessoas no cornhole (também conhecido no Brasil como atira-sacos, um jogo recreativo e competitivo ao ar livre em que os jogadores arremessam sacos de tecido em direção a uma plataforma inclinada com um buraco) profissional.
São exemplos de como comunidades específicas conseguem criar seus próprios hábitos de consumo e abrir novas possibilidades para as marcas.
