A Uefa abrirá a licitação de direitos de transmissão da Champions League para o ciclo de 2027 a 2033 com foco em atrair plataformas globais de streaming para sua lista de parceiros de mídia.
A abertura do processo de licitação estava prevista para acontecer nesta segunda-feira (13), embora a entidade não tenha confirmado isso de maneira oficial.
“Juntos, estamos construindo algo único, com verdadeira ambição. O objetivo é oferecer um futebol envolvente, inovador e acessível a um público global”, afirmou Aleksander Ceferin, presidente da Uefa.
Concorrência
A expectativa da Uefa é ter a participação de empresas como Netflix, Apple, Amazon Prime Video e DAZN na concorrência, ampliando o alcance da competição e adaptando a distribuição ao novo perfil de consumo dos torcedores.
A licitação será conduzida pela UC3, joint venture entre a Uefa e a Associação Europeia de Clubes de Futebol (ECF, na sigla em inglês), a antiga Associação Europeia de Clubes (ECA).
A ideia é oferecer um pacote que contemple os cinco principais mercados da Europa: França, Alemanha, Itália, Espanha e Reino Unido.
Modelo
A proposta da Uefa é oferecer contratos mais longos, com maior flexibilidade e acesso ampliado. A iniciativa busca aumentar a receita com os direitos de TV, com projeções que chegam a € 5 bilhões por ano, segundo estimativas do Relevent Sports Group, agência norte-americana envolvida na condução do processo.
A Relevent assumiu recentemente o contrato de direitos comerciais da Champions League, anteriormente gerido pela Team Marketing. A transição será concluída em dois anos.
A agência também estuda a possibilidade de vender os direitos exclusivos de streaming global para pelo menos uma partida por temporada, pacote que teria interessado à Netflix, empresa de mídia sempre reticente em realizar grandes investimentos no esporte ao vivo.
Referência
A inspiração para a estratégia veio do acordo da NFL com a Netflix, que transmitiu as partidas de Natal e registrou números expressivos de audiência. O sucesso do modelo motivou a Uefa a considerar alternativas fora da TV tradicional.
Entre os concorrentes mais cotados estão a própria Netflix, que adquiriu os direitos da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil, para os mercados dos EUA e do Canadá; o Prime Video, que já transmite jogos da Champions League em países como Alemanha e Itália; a Apple, que mantém um contrato global com a MLS; e o DAZN, que deteve os direitos globais da Copa do Mundo de Clubes da Fifa.
