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Nascar anuncia Steve O’Donnell como CEO e Ben Kennedy para direção de operações

Cargo máximo executivo na categoria era ocupado por Jim France desde 2018; O’Donnel será primeiro CEO fora da família France

Steve O'O'Donnell (esquerda) foi nomeado CEO da Nascar, enquanto Ben Kennedy (direita) tornou-se diretor de operações - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Steve O'Donnell assume como primeiro CEO da Nascar fora da família France, promovendo uma gestão gradual focada em ouvir o setor e consolidar a base atual da categoria.
  • Ben Kennedy é promovido a diretor de operações da Nascar, ampliando sua atuação para a gestão de parcerias na indústria automobilística além do calendário de eventos.
  • Reestruturação na alta gestão ocorre após renúncia turbulenta do ex-comissário Steve Phelps, envolvido em controvérsias e disputa judicial com equipes sobre renovação do sistema de franquias.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Nascar confirmou uma reestruturação em cargos de alta gestão para a sequência da temporada. Steve O’Donnell assumirá o posto de CEO, enquanto Ben Kennedy passará a atuar como diretor de operações.

Com a movimentação, Jim France deixa o cargo de CEO, o qual ocupava desde o ano de 2018, mas mantém a posição como presidente do conselho da entidade. A transição marca a primeira vez em 78 anos de história corporativa, O’Donnell será o primeiro executivo que não é da família France a comandar a categoria.

Com mais de três décadas de atuação nos departamentos de competição e marketing da Nascar, O’Donnell havia sido nomeado presidente da organização em março de 2025. Agora, aos 57 anos, o executivo adota uma postura de transição gradual para a nova função.

“Acho que seria um pouco presunçoso da minha parte chegar e dizer logo de cara: ‘aqui está o plano’. O que vou fazer é sair e ouvir bastante, principalmente nos primeiros 90 dias. Temos tantas pessoas talentosas no setor com quem quero conversar para saber o que eles enxergam e quais são as oportunidades”, disse O’Donnell em entrevista aos canais oficiais da Nascar.

“A ótima notícia é que temos uma base incrível. Temos um ótimo contrato de transmissão. Temos licenças de transmissão garantidas, um calendário sólido. Então, todos esses elementos essenciais estão presentes, e agora é hora de usar isso para ver como podemos tornar a Nascar um esporte imperdível no futuro”, seguiu.

A estratégia da nova gestão visa utilizar os atuais acordos comerciais e midiáticos como alicerce para projetar a próxima década. O CEO apontou que esta temporada representa “o início da construção da próxima geração da NASCAR, e essa base é realmente sólida”, pontuou o novo CEO.

“Acho que todos reconhecemos que temos algo muito bom para construir, mas vamos conversar sobre como será daqui a cinco anos e fazer as mudanças necessárias, porque isso levará tempo”, comentou.

A movimentação de cargos também consolida a presença de Ben Kennedy, de 34 anos, que se torna o novo diretor de operações da Nascar. Ex-piloto e proprietário de equipe, Kennedy ocupava o posto de vice-presidente executivo e diretor de inovação em eventos.

Na nova posição, a atuação do executivo será expandida para além do calendário, passando a gerir diretamente a dinâmica com os parceiros da indústria automobilística.

Histórico

O anúncio do novo CEO marca mais um grande movimento das diretorias da Nascar em 2026. No início do ano, o comissário Steve Phelps renunciou ao cargo após se envolver em polêmicas.

Os últimos meses de Phelps na Nascar foram marcados por turbulências nos bastidores e batalhas judiciais que desgastaram a relação da organização com as equipes. O executivo foi pivô de uma negociação em que a categoria foi acusada de pressionar os proprietários a assinar um contrato de renovação do sistema de franquias até 2031.

A tensão culminou em uma ação judicial antitruste movida pela 23XI Racing, equipe de Michael Jordan, e pela Front Row Motorsports A postura inflexível de Phelps durante essas tratativas foi criticada por figuras influentes do esporte. Além dos entraves financeiros, o executivo também enfrentou crises no âmbito técnico e social.