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NBA: Como venda do Los Angeles Lakers impacta preço das franquias e planos de expansão da liga

Levantamento da CNBC projeta que, se negócio for aprovado, o valor médio de um time aumentaria 21%, chegando a US$ 6,68 bilhões

Luka Doncic em ação pelos Los Angeles Lakers em partida da NBA - Divulgação / Lakers

⚡ Máquina Fast
  • Venda do Los Angeles Lakers por US$ 12,5 bilhões deve elevar em 21% o valor médio das franquias da NBA.
  • Planejamento da NBA para expansão prevê decisão em 2026, com Seattle e Las Vegas como possíveis novos mercados.
  • Taxas de expansão da NBA podem chegar a US$ 7 a 10 bilhões com base nas recentes vendas recordes de franquias.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Considerada a maior transação do esporte mundial em todos os tempos, a venda do Los Angeles Lakers do atual proprietário, Mark Walter, para os investidores Joshua Kushner (cujo irmão Jared é genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) e Bob Iger deve chacoalhar as finanças da National Basketball Association (NBA).

O negócio, que gira em torno de US$ 12,5 bilhões, ainda depende aprovação para ser oficializado, mas já impacta a avaliação geral das franquias da maior liga de basquete profissional do planeta.

LEIA MAIS: Mark Walter venderá Los Angeles Lakers para Joshua Kushner e Bob Iger por US$ 12,5 bilhões

Levantamento do canal norte-americano CNBC estima que a venda do Lakers pode elevar em 21% o preço médio das equipes da NBA, que alcançaria a marca de US$ 6,68 bilhões.

O topo do ranking continuaria com o Golden State Warriors, equipe mais vencedora das décadas recentes e que está cotada em US$ 13 bilhões.

Vale observar que, em fevereiro deste ano, o time estava avaliado em US$ 10,8 bilhões, o que indica uma tendência de forte aumento dos preços de mercado dos times da NBA. A alta, no caso da equipe de São Francisco, foi de 20%, enquanto a do Lakers ficou em 25%.

O levantamento da CNBC mostra o New York Knicks à frente do time de Los Angeles (terceiro colocado geral), com um valor estimado de US$ 12,7 bilhões, 26% a mais que os US$ 10,1 bilhões da projeção de fevereiro deste ano.

Além dos preços históricos de venda e seus múltiplos de receita correspondentes, o ranking da CNBC considera fatores como economia de arena, o tamanho do mercado e o interesse dos investidores.

Segundo o relatório do canal, a franquia mais barata na NBA na atualidade é o Memphis Grizzlies, avaliado em US$ 4,55 bilhões, 21% a mais que os US$ 3,75 bilhões da cotação feita no início deste ano.

Expansão da liga

A provável venda do Los Angeles Lakers pelo valor recorde deve impactar os próprios planos de expansão da NBA, num período em que esse tema vem sendo fortemente debatido pela alta cúpula da organização esportiva e os proprietários das franquias.

Conforme já noticiou a Máquina do Esporte, no fim do ano passado o comissário Adam Silver declarou que a decisão sobre a inclusão de novos times na liga seria anunciada ainda em 2026.

O executivo chegou a citar Seattle e Las Vegas como possíveis mercados para receber esses times que seriam criados.

LEIA MAIS: NBA prevê decisão sobre expansão em 2026 e mira Seattle e Las Vegas

A inclusão de franquias na NBA depende da aprovação das equipes já existentes. O principal argumento para que essa decisão se concretize é o pagamento da taxa de expansão pelos novos proprietários.

Essa quantia é dividida entre os demais times, de modo a compensá-los pela possível diluição das receitas compartilhadas da liga.

Outro aspecto que torna a expansão interessante para os atuais proprietários é que, apesar de verem sua fatia diminuir de 1/30 para 1/32, eles passarão a receber em cima de um bolo muito maior, já que uma liga ampliada terá condições de negociar contratos de mídia e patrocínio mais vantajosos, além de aumentar suas receitas comerciais e de bilheteria.

Valorização constante

O valor da última taxa de expansão efetivamente paga na NBA foi de US$ 300 milhões. Essa quantia foi desembolsada por Robert L. Johnson em 2004 para fundar o Charlotte Bobcats, atual Charlotte Hornets.

Para se ter uma ideia, quando o Chicago Bulls ingressou na liga, em 1966, o dono Dick Klein gastou US$ 1,25 milhão na taxa de expansão.

Nos anos 1980, Miami Heat, Orlando Magic e Minnesota Timberwolves pagaram US$ 32,5 milhões cada para jogar na NBA.

Em 1995, durante a expansão canadense da organização esportiva (com as entradas de Toronto Raptors e Vancouver Grizzlies, que depois se mudou para Memphis), o valor já estava em US$ 125 milhões.

A quantia sempre foi proporcional aos preços que vigoraram nas transações de times ocorridas em cada uma dessas épocas.

Em 2010, seis anos após a última expansão da NBA, o Golden State Warriors foi negociado por US$ 450 milhões.

Com base nos valores recordes alcançados nas recentes vendas de Boston Celtics e de Los Angeles Lakers (tanto a do ano passado quanto a atual), o alto comando da NBA projeta que as taxas a serem cobradas para o próximo ciclo de expansão poderão ficar entre US$ 7 bilhões e US$ 10 bilhões.

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