Em 1º ano, nova F1 investe em streaming e redes sociais

Show de fogos no GP de Abu Dhabi, que fechou ano

Em sua primeira temporada completa gerida pela Liberty Media, a Fórmula 1 buscou rejuvenescer, atrair os millennials e aumentar seu alcance nas mídias digitais.

“As redes sociais, assim como as plataformas de streaming, são maneiras perfeitas para o crescimento. É preciso estabelecer uma conexão entre fãs e pilotos, estar mais próximos deles”, afirmou Chase Carey, CEO da F1.

Uma das iniciativas da F1 foi investir em e-sports, com a realização da F1 eSports Series, seu primeiro Mundial na modalidade.

A competição, tocada em parceria com a Codemasters e a Gfinity, teve a final no fim de semana do GP de Abu Dhabi, coincidindo com o encerramento da temporada. A competição teve início em setembro, coincidindo com o lançamento do game F1 2017, da Codemasters.

“É uma incrível oportunidade estratégica para nosso negócio e na maneira como atingimos nossos fãs. É um mundo em crescimento, com grandes possibilidades para os torcedores e entramos nele para valer”, afirmou Sean Bratches, diretor comercial da F1.

Buscando se aproximar do público conectado, a F1 também trouxe um executivo responsável por renovar outra importante marca do esporte, os Jogos Olímpicos.

Stuart Roach, ex-gestor do Canal Olímpico, será o novo diretor de conteúdo digital da categoria. Lançado há dois anos, na cerimônia de encerramento da Olimpíada do Rio 2016, o Canal Olímpico já conta com 2,6 milhões de seguidores no Facebook, 316 mil no Twitter e 156 mil no Instagram.

“É um excelente momento para me integrar a uma marca esportiva de tanto prestígio. Esses desafios e oportunidades me entusiasmam”, afirmou Roach, através de suas redes sociais.

Não foi a única novidade no organograma da F1. Em maio, a categoria contratou Frank Arthofer, ex-executivo da Disney e do Boston Consulting Group, como diretor global de novos negócios digitais. Sua missão é buscar novos canais de comunicação com os torcedores e monetizar essa relação, seja com lançamento de produtos próprios ou licenciados.  

Uma dessas parcerias foi a aliança com a ESPN nos EUA. Com o acordo, os fãs poderão assistir às 21 provas da temporada 2018 por streaming. Além disso, terão mais de 125 horas de programação, incluindo treinos livres e classificatórios e conteúdos especiais. A F1 chegou a negociar com a Netflix antes de acertar com o canal da Disney.

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