COI diz que 85% das instalações olímpicas permanentes permanecem em uso

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou um relatório dizendo que 85% das instalações olímpicas permanentes ainda estão em uso. O levantamento cobre desde os Jogos de Verão de Atenas 1896 até os Jogos de Inverno de PyeongChang 2018. Segundo números do comitê, 92% das arenas esportivas utilizadas em edições realizadas no século 21 continuam em funcionamento.

O relatório é o primeiro levantamento oficial do COI englobando as 817 instalações olímpicas permanentes e 106 temporárias utilizadas entre 1896 e 2018.

“Este relatório é um testemunho muito impressionante do legado que os Jogos Olímpicos criam nas cidades e regiões anfitriãs”, afirmou Christophe Dubi, diretor executivo do COI para os Jogos Olímpicos.

“Estamos entusiasmados em ver a esmagadora maioria das instalações olímpicas continuarem a oferecer competições esportivas e oportunidades de treinamento em níveis de elite e de base, enquanto criam benefícios sociais e de saúde em anfitriões olímpicos anteriores”, acrescentou o dirigente.

Instalações 100% em uso

O COI apontou que os Jogos de Inverno de Vancouver 2010 e Salt Lake City 2002 obtiveram uma pontuação perfeita, com 100% dos 12 locais permanentes ainda em uso. Já Sapporo, no Japão, que sediou os Jogos de Inverno de 1972, há 50 anos, ainda tem 83% de seus locais sendo utilizados.

O relatório também chamou atenção para o longevo Los Angeles Memorial Coliseum, que foi usado para as Cerimônias de Abertura e Encerramento dos Jogos de Verão de 1932, acabou reutilizado na Olimpíada de 1984 e será usado novamente quando os Jogos retornarem a Los Angeles, em 2028.

De acordo com o relatório, apenas 35 locais das 817 estruturas permanentes estão fechados, inativos ou abandonados. Alguns foram destruídos durante guerras, enquanto outros foram derrubados para a construção de novos edifícios.

O COI tem destacado a sustentabilidade como fator importante para futuras cidades-sede olímpicas. O Comitê Organizador de Los Angeles 2028, por exemplo, já divulgou que nenhuma nova estrutura permanente precisará ser construída para sediar a competição.

“As lições do passado são mais importantes do que nunca. Ao observar a trajetória pós-Jogos das instalações olímpicas, queríamos entender melhor a probabilidade de seu uso contínuo. Isso nos ajudará a garantir que os futuros Jogos Olímpicos continuem a criar legados ainda mais sustentáveis ​​para seus anfitriões”, disse Dubi.

Segundo o COI, o relatório sobre as instalações olímpicas foi compilado por meio de coleta de dados e consulta aos gestores das arenas, incluindo proprietários de instalações, governos municipais e Comitês Olímpicos Nacionais.