O Bayern de Munique confirmou a venda de 6,7% de suas ações ao Grupo Viessmann, empresa alemã do setor de aquecimento e ar-condicionado. O negócio avalia o clube em cerca de € 4 bilhões e marca a entrada da família Viessmann como quarto acionista externo, ao lado de Adidas, Audi e Allianz.
“Como uma empresa familiar de quarta geração, queremos contribuir não apenas com capital, mas também com nossa experiência empresarial para esta parceria”, destacou Max Viessmann, CEO do Grupo Viessmann.
“Queremos contribuir para um Bayern forte: um clube com identidade própria, financeiramente independente e com sucesso duradouro”, completou.
O investimento inicial foi de 5%, com previsão de aumento para 6,7% após um novo processo de capitalização. A transação envolveu cerca de € 250 milhões e levou Max Viessmann ao Conselho de Supervisão da holding do clube, que passa a ter dez membros.
Acionistas
Com a entrada da Viessmann, o Bayern atinge o limite de 30% de participação permitido por seus estatutos para empresas externas. Adidas, Audi e Allianz, que antes detinham 8,33% cada, passam a ter pouco menos de 7,8%. O restante, 70%, continua sob controle da associação de sócios do clube.
“Estamos muito satisfeitos por ter um parceiro de longa data ao nosso lado, alguém que conhecemos há muitos anos, que complementa nosso sólido grupo de acionistas com uma empresa internacional, familiar e que pensa em termos de gerações”, afirmou Herbert Hainer, presidente do Bayern.
A família Viessmann mantém relação com o Bayern desde 2018, quando iniciou patrocínio ao clube. Max Viessmann já integrava o Conselho Consultivo da associação de torcedores, cuja participação foi reduzida de 75% para 70%.
LEIA MAIS: Como a NHL usa Bayern de Munique, Adobe e Sofascore para expandir o hóquei no gelo pelo mundo
LEIA MAIS: Google fecha com Bayern de Munique e segue com avanço no futebol
Contexto
A avaliação de € 4 bilhões coloca o Bayern entre os clubes mais valiosos do futebol, só abaixo de gigantes como Real Madrid (€ 7,7 bilhões), Barcelona e Manchester United (cerca de € 6,5 bilhões cada), segundo avaliação do site Sportico.
A entrada da Viessmann ocorre em um momento em que investidores externos enfrentam barreiras no futebol alemão, devido às regras de propriedade que limitam a participação de empresas e fundos privados.
