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Fittipaldi “assumirá lugar” deixado pela Scuderia Bandeiras na Stock Car em 2027

Christian Fittipaldi, que fazia parte do projeto liderado por Átila Abreu, volta à categoria em sociedade com os engenheiros Eduardo Akel e Adilson Morari

Christian Fittipaldi voltará à Stock Car em 2027 com equipe própria - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Christian Fittipaldi comandará nova equipe na Stock Car a partir de 2027, com estrutura integrada entre Stock Light e Pro Series.
  • A equipe Scuderia Bandeiras, liderada por Átila Abreu, enfrentou polêmicas e processos judiciais após punições por irregularidades técnicas.
  • Apesar das controvérsias, Rubens Barrichello, Nelson Piquet Jr. e Rafael Suzuki retornaram à Stock Car por outras equipes em 2026.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Depois de passar os últimos meses envolvida em polêmicas e processos judiciais, que ainda não acabaram, com a Scuderia Bandeiras, a Stock Car passará a ter uma equipe comandada por Christian Fittipaldi a partir da temporada 2027.

O projeto, batizado de “Fittipaldi”, será gerido por uma sociedade formada pelo ex-piloto Christian Fittipaldi e pelos engenheiros Eduardo Akel e Adilson Morari. O planejamento prevê uma atuação integrada, com estruturas alocadas tanto na categoria de acesso, a Stock Light, quanto na divisão principal da Pro Series.

A divisão de responsabilidades da equipe foi estruturada a partir do histórico profissional de cada um dos sócios. Christian Fittipaldi agrega ao projeto a vivência nas pistas, que inclui passagens pela Fórmula 1 e Fórmula Indy, além de já ter exercido a função de chefe de equipe na própria Stock Car, com a Scuderia Bandeiras.

O desenvolvimento técnico ficará a cargo de Eduardo Akel, que atua no setor desde 2007 e acumula trabalhos em categorias como Porsche Cup, TCR e Endurance Brasil. A gestão da operação contará com a atuação de Adilson Morari, que trabalha como proprietário de equipes desde 2006 e possui foco em categorias de formação.

Do ponto de vista operacional, o cronograma estabelece que a estreia na divisão de acesso ocorrerá em paralelo à introdução do novo modelo de carro projetado pela Audace Tech, o braço tecnológico da categoria. Neste momento, os dirigentes concentram os esforços na formatação da estrutura física e de pessoal da companhia.

A definição do quadro de pilotos e a apresentação dos parceiros comerciais e patrocinadores estão programadas para as próximas etapas do projeto.

Denúncias

Christian Fittipaldi chegou a atuar na temporada 2026 da Stock Car com a Scuderia Bandeiras, que tem o piloto Átila Abreu como CEO. Os problemas entre a categoria e a equipe começaram no meio do ano, depois do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) manter as punições impostas à equipe pela Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA) por irregularidades técnicas.

Discordando das punições, Átila Abreu, piloto e CEO da Scuderia Bandeiras, retirou a equipe da Stock Car. Nas semanas seguintes, o empresário usou suas redes sociais para denunciar uma série de problemas de fornecimento, com peças como freios e rodas, entre outras, recebidas já fora do regulamento.

As críticas envolveram, consequentemente, Lincoln Oliveira, CEO da Vicar, dona da Stock Car, e pai de Gabriel Bortoleto, único brasileiro na Fórmula 1 na temporada atual.

Isolamento 

A boa notícia para a Stock Car representa também um novo passo no isolamento de Átila Abreu na “guerra” travada contra a categoria. Sua equipe possuía um dos elencos mais fortes do automobilismo nacional, com Rubens Barrichello, Nelson Piquet Jr. e Rafael Suzuki, além do próprio CEO, como pilotos.

Com o passar dos meses, porém, apenas Átila segue nessa briga direta contra a Stock Car. Apesar de terem perdido algumas etapas por conta da ausência da Scuderia Bandeiras na disputa, os três pilotos voltaram a correr na categoria por outras equipes, e agora Christian Fittipaldi voltará em 2027.

Átila Abreu em nenhum momento, ao menos publicamente, negou a possibilidade de que Barrichello, Piquet e Suzuki voltassem a correr na Stock Car, inclusive chegou a disponibilizar os carros da Bandeiras para que isso fosse possível e incentivar o retorno de Rubinho.

Ainda assim, o clima não ficou amistoso entre todos os envolvidos. Em agosto, Rubens Barrichello processou a Scuderia Bandeiras com a intenção de encerrar seu vínculo.

O piloto cobrou R$ 2,4 milhões, alegando que teria sido contratado para correr a temporada 2026 com um acordo que previa pagamentos de R$ 2 milhões, em parcelas de R$ 200 mil, e comissões sobre os patrocínios do Grupo Ale, que também o patrocina.