A Scuderia Bandeiras deixou a Stock Car e levou consigo Rubens Barrichello. O piloto, um dos principais nomes da categoria, porém, não ficou satisfeito com a decisão e está processando a equipe de Átila Abreu com a intenção de encerrar seu vínculo.
De acordo com o veículo especializado Motorsport, Barrichello cobra aproximadamente R$ 2,4 milhões. O piloto defende que foi contratado para disputar a temporada 2026 da Stock Car com um acordo que previa pagamentos de R$ 2 milhões, em parcelas de R$ 200 mil, e comissões sobre os patrocínios do Grupo Ale, que também o patrocina.
No processo, Rubens Barrichello indica não ter recebido uma parcela de R$ 200 mil e R$ 39 mil em comissões, além de pedir R$ 200 mil em danos morais.
Mais do que a compensação financeira, o bicampeão da Stock Car também pede a suspensão da cláusula de exclusividade, para que possa voltar ao grid ainda na temporada atual.
Informações do GE indicam que Barrichello já tem conversas com a Full Time, equipe pela qual corria na Stock Car antes de ir para a Scuderia Bandeiras.
“Passe livre”
Antes mesmo do processo vir à público, Átila Abreu, piloto e CEO da Scuderia Bandeiras, publicou um vídeo em suas redes sociais colocando à disposição de Rubens Barrichello e da Full Time toda sua estrutura gratuitamente.
“A Scuderia Bandeiras entrou no automobilismo com um propósito: ajudar a torná-lo um lugar cada vez melhor para o público, patrocinadores, pilotos e equipes. Amamos as corridas. Por aqui, buscamos sempre soluções, estamos aqui para somar e nunca criar problemas. Tudo o que estiver ao nosso alcance vai acontecer para ver o Rubinho de volta à pista”, escreveu Átila Abreu na publicação realizada no Instagram.
Em um comunicado, a Scuderia Bandeiras afirmou nunca ter sido contra a liberação de Rubens Barrichello para competir por outra equipe, mesmo com o contrato. Além disso, voltou a oferecer carro, carreta, estrutura, engenheiros e mecânicos a custo zero para que o piloto pudesse voltar a correr na Stock Car.
Discordâncias
O processo entre Rubens Barrichello e Scuderia Bandeiras é apenas mais um passo de uma extensa batalha da equipe com a Stock Car, principalmente depois de ter sido punida esportivamente por, segundo as acusações, ter corrido com peças fora do regulamento.
Antes mesmo da temporada começar, Átila Abreu já havia se posicionado contra algumas ações da categoria comandada por Lincoln Oliveira, CEO da Vicar, controladora da Stock Car, e pai de Gabriel Bortoleto, único brasileiro na Fórmula 1.
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A Stock Car voltou a correr com motores V8 em 2026, depois de apostar em unidades de potência com quatro cilindros turbinados, e repassou os custos da mudança para as equipes. A Scuderia bandeiras não concordou com as cobranças.
Ao longo dos meses, principalmente através da Átila Abreu, a Bandeiras também fez uma série de acusações à Stock Car, envolvendo uma série de problemas com o fornecimento de peças e supostas inconsistências fiscais em estratégias de distribuição da categoria.
