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Roland Garros será primeiro Grand Slam a dividir receitas com tenistas

Iniciativa do torneio francês é considerada um passo importante para apaziguar as constantes reclamações dos atletas relativas às premiações

Jannik Sinner, atual número 1 do mundo, é um dos signatários do manifesto que pede aumento nas premiações - Reprodução / Instagram (@rolandgarros)

⚡ Máquina Fast
  • Roland Garros planeja oferecer participação nas receitas aos tenistas, buscando se tornar o primeiro Grand Slam a fazer isso.
  • Jogadores exigem que 16% das receitas dos Grand Slams sejam destinados a prêmios imediatamente, subindo para 22% até 2030.
  • Pressão aumenta sobre o US Open para negociar com os jogadores, que ameaçam boicotar duplas mistas se não houver avanços.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

As constantes reclamações dos tenistas relacionadas às premiações dos principais torneios do circuito mundial, os quatro Grand Slams, devem começar a ser minimizadas com um anúncio feito por Roland Garros nesta semana. O torneio francês quer se tornar o primeiro a oferecer aos jogadores uma participação nas receitas.

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As conversas estão em andamento, mas o modelo ainda não foi definido. Os atletas querem que todos os torneios de Grand Slam destinem 16% de suas receitas para a premiação com efeito imediato, aumentando essa parcela para 22% até 2030.

O anúncio surge pouco depois que Debbie Evans, presidente do All England Club, onde é disputado o torneio de Wimbledon, irritou os atletas ao dizer que não fazia “nenhum sentido” usar as receitas do torneio para definir a premiação. Isso levou os tenistas a ameaçarem um boicote à imprensa durante a primeira semana do Grand Slam britânico, o que acabou não se concretizando.  

De acordo com o jornal britânico The Guardian, Roland Garros quer que a participação nas receitas venha acompanhada da disposição de contribuir para planos de previdência e assistência médica dos jogadores, além de dar a eles maior voz na organização do torneio.

Vale lembrar que os Grand Slams ofereceram aumentos significativos em suas premiações nos últimos anos, mas os jogadores já deixaram claro que querem uma fórmula acordada baseada na participação nas receitas, em vez de terem que esperar anualmente pelo anúncio do valor da premiação.

Pressão no US Open

As conversas em andamento com Roland Garros acabaram colocando uma pressão extra no US Open, único Grand Slam que ainda será disputado em 2026, com previsão de início daqui um mês. Segundo o The Guardian, o torneio norte-americano teve mais tempo para chegar a um acordo com os jogadores e, além disso, a disputa deste ano ainda coincide com a chegada do novo diretor-executivo à Associação de Tênis dos EUA (USTA), Craig Tiley.

Diversos tenistas, incluindo o italiano Jannik Sinner, atual número 1 do mundo no ranking masculino, já ameaçaram não disputar a chave de duplas mistas do US Open (que ocorre antes das chaves de simples em Flushing Meadows), caso não haja progressos significativos.

A expectativa é de que o torneio divulgue a premiação total para a edição de 2026 no início de agosto, cerca de 20 dias antes do início das chaves principais de simples e duplas.