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Avaliada em US$ 340 milhões, Unrivaled tem desafio de manter audiência sem estrelas da WNBA

Em 2ª temporada, liga de basquete feminino 3 x 3 aposta em novos ídolos, capazes de aproximar novas comunidades à competição

Unrivaled aproveita intertemporada da WNBA para promover competição de basquete 3 x 3 com estrelas da liga - Divulgação

A Unrivaled, liga profissional de basquete feminino 3×3, iniciou sua segunda temporada nesta segunda-feira (5) com uma avaliação de US$ 340 milhões e o desafio de gerar interesse mesmo com a ausência de estrelas da WNBA.

A competição foi criada para ser uma alternativa lucrativa de complemento no calendário das jogadoras da WNBA. A liga norte-americana de basquete acontece de maio a outubro e, portanto, possui uma intertemporada de 6 meses.

Para não ficarem paradas durante esse tempo, as atletas eram obrigadas a jogar em ligas na Europa, Turquia ou China. Com a Unrivaled, as atletas podem, sem sair dos EUA, participar de uma competição de alto nível com um salário elevado.

Em 2026, porém, o desafio é manter o interesse do público sem nomes como Angel Reese e Napheesa Collier, lesionadas, além de Sabrina Ionescu e Jewell Loyd. 

Pensando em mitigar as perdas, a Unrivaled apostou em comunidades de fãs. A liga reforçou a presença de jogadoras do Golden State Valkyries, time de expansão da WNBA que se tornou um fenômeno de público em San Francisco.

A liga também promove a ascensão de Paige Bueckers e Cameron Brink como rostos centrais do novo time Breeze BC. Bueckers já atua como uma embaixadora digital, conectando a liga à audiência jovem e universitária.

Além disso, o trabalho nas redes sociais terá maior foco, em busca de potencializar o engajamento. A Unrivaled se aliará com influenciadoras do basquete feminino norte-americano, para trazer novos públicos.

Sustentabilidade

Do ponto de vista corporativo, a Unrivaled tenta se descolar da dependência de estrelas individuais por meio de estabilidade contratual. Segundo o comissário Micky Lawler, 75% das jogadoras possuem contratos ativos até 2028.

“Se você se concentra demais em um ou dois jogadores, seu negócio fica muito instável. Felizmente, acreditamos que nos posicionamos de forma a não precisar lidar com as flutuações que as lesões inevitavelmente trazem”, afirmou Alex Bazzell, presidente da liga.

A liga foi avaliada em US$ 340 milhões após concluir uma rodada de investimentos em setembro. Além disso, sua operação deixou de ser exclusiva em Miami (EUA) para incluir jogos na Philadelphia, aumentando a capacidade das arenas.