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CBAt mira quatro medalhas para Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028

Entidade aposta em mescla de nova geração com veteranos para ampliar pódios em Los Angeles

Caio Bonfim conquista medalha de ouro no Mundial de Tóquio - Fernanda Paradizo / CBAt

A Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) estabeleceu uma meta clara de desempenho para o próximo ciclo olímpico, visando superar os resultados recentes. O planejamento da entidade trabalha com a projeção de conquistar quatro medalhas nos Jogos de Los Angeles 2028.

Ao Maquinistas, podcast da Máquina do Esporte, Wlamir Motta Campo, presidente da CBAt, explicou que a estratégia se baseia na manutenção de atletas de alta performance que já figuram na elite mundial, somada à ascensão de novos talentos.

“O atletismo brasileiro vai chegar muito bem. Nós temos atletas já consolidados. [Como o] Caio Bonfim, acima da curva, vice-campeão olímpico em Paris 2024, duas medalhas agora, foi campeão mundial em Tóquio, vai chegar super bem para Los Angeles 2028”, afirmou.

O planejamento identifica um potencial significativo nas categorias de base para renovar a delegação. A entidade observa com otimismo o desenvolvimento da geração sub-20.

“Nós temos uma galera vindo, principalmente nas provas de arremesso, lançamento e de velocidade. Uma galera sub-20 que já vai chegar em Los Angeles 2028 muito bem”, destacou o dirigente.

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Um fator externo que altera a dinâmica da preparação é a mudança no cronograma olímpico. Pela primeira vez na história recente, o atletismo abrirá a programação dos Jogos, uma inversão motivada pela popularidade da modalidade no país-sede. 

Essa alteração coloca o esporte em evidência logo no início do evento, ao passo que aumenta a responsabilidade da equipe brasileira em contribuir cedo para o quadro de medalhas.

O desafio de alcançar quatro pódios considera o aumento da competitividade internacional, visto na última edição dos Jogos, em que 50 países conquistaram medalhas na modalidade.

Para o Brasil, o Mundial da China, em 2027, servirá como termômetros para ajustar a preparação e consolidar o objetivo de aproximar o atletismo, que possui 21 medalhas na história, dos números do judô, maior medalhista com 28 pódios.

“Um desafio gigante. O atletismo vem se desenvolvendo no mundo todo. Agora, nós tivemos em Tóquio um fenômeno que foi muito legal, tivemos 200 países inscritos e 50 países medalhando. Ou seja, está muito diversificado e plural, o que é ótimo para nós”, concluiu o presidente da CBAt.

O podcast Maquinistas, apresentado por Erich Beting e Gheorge Rodriguez, com a participação de Wlamir Motta Campos, presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), estará disponível nesta terça-feira (13), a partir das 19h (horário de Brasília), no canal da Máquina do Esporte no YouTube: