O Real Madrid ocupa a primeira posição no ranking das 50 equipes de futebol mais valiosas do planeta, publicado pelo site Sportico. A equipe espanhola registrou um valor de mercado de US$ 7,7 bilhões, sustentada por um faturamento de US$ 1,308 bilhão na temporada 2024/2025.
O levantamento utiliza demonstrações financeiras públicas e dados de mercado para determinar o valor das agremiações, incluindo ativos imobiliários e negócios correlatos.
Para definir o valor de cada clube, o Sportico baseou-se em três categorias principais de receita: direitos de transmissão, ganhos comerciais e bilheteria. O Real Madrid obteve a maior marca em direitos de mídia, com US$ 398 milhões, resultado impulsionado pela campanha na Copa do Mundo de Clubes.
Na sequência do ranking, figuram o Barcelona, avaliado em US$ 6,65 bilhões, e o Manchester United, com US$ 6,47 bilhões. O grupo dos cinco primeiros é completado por Bayern de Munique (US$ 5,78 bilhões) e Liverpool (US$ 5,74 bilhões).
Comercial
A receita comercial, que engloba patrocínios, publicidade e eventos fora dos dias de jogo, representa um pilar fundamental para os clubes de elite.
“O Barcelona gerou um pico de US$ 590 milhões em receita comercial por meio de parcerias com empresas como Spotify, Barça Mobile, Nike e Philips”, aponta o relatório.
O estudo cita ainda que a Emirates paga mais de US$ 80 milhões anuais ao Real Madrid, enquanto o contrato do Manchester United com a Adidas atinge US$ 100 milhões por ano.
No que diz respeito à bilheteria e arrecadação em dias de jogo, o Real Madrid gerou US$ 368 milhões, superando com folga o arquirrival Barcelona por uma margem de US$ 150 milhões.
Embora essa categoria geralmente represente a menor fatia do faturamento para os grandes europeus, ela permanece como um indicador de engajamento e força da marca local.
Múltiplos
A metodologia aplicada utiliza multiplicadores específicos para cada equipe, métrica padrão para avaliar transações no setor esportivo.
Esses índices consideram fatores como vendas históricas, tamanho do mercado, força da marca e endividamento.
“A ameaça de rebaixamento resulta em uma dispersão dramaticamente maior nos múltiplos de receita para clubes europeus do que em ligas esportivas americanas. Os múltiplos variaram de 2,5 vezes a receita para várias equipes a 7,25 para o Manchester United”, detalha a publicação.
Mercado
A Major League Soccer (MLS), principal liga de futebol dos Estados Unidos, apresenta uma presença relevante no ranking, com o Inter Miami ocupando a 16ª posição (US$ 1,45 bilhão), seguido pelo Los Angeles FC em 17º (US$ 1,4 bilhão).
Apesar de possuírem receitas inferiores às das potências europeias, os clubes norte-americanos beneficiam-se de estruturas de liga fechada, sem o risco financeiro do rebaixamento, o que eleva seus múltiplos de avaliação.
O ranking de 2026 mostra que a maioria dos 50 maiores clubes registrou prejuízos nos anos recentes, com os ganhos sofrendo flutuações conforme os investimentos em atletas e despesas operacionais.
A estabilidade dos contratos de longo prazo, como os de direitos de transmissão nacionais e internacionais, é o que garante a base para as projeções econômicas futuras das ligas.
