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Palmeiras quer sair da Libra e se aproxima da CBF após acordo do bloco com o Flamengo

Clube alviverde, contrário ao acréscimo de R$ 150 milhões à equipe rubro-negra no contrato do bloco com a Globo, vê fracasso na formação de uma liga unificada

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, durante reunião dos clubes na CBF - Rafael Ribeiro/CBF

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, durante reunião dos clubes na CBF - Rafael Ribeiro / CBF

⚡ Máquina Fast
  • Palmeiras estuda deixar a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) diante do acordo que beneficia financeiramente o Flamengo com acréscimo de R$ 150 milhões no contrato de TV.
  • Clube rejeita migrar para o bloco Futebol Forte União (FFU) devido ao modelo de venda prolongada de direitos comerciais a investidores.
  • Palmeiras aposta na iniciativa da CBF para criar uma liga nacional com distribuição mais equitativa das receitas do Campeonato Brasileiro.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Após a divulgação do acerto da Liga do Futebol Brasileiro (Libra) com o Flamengo, que prevê um acréscimo de R$ 150 milhões no contrato de TV com o time rubro-negro, o Palmeiras quer deixar o bloco de clubes. A notícia da decisão alviverde de sair da Libra foi veiculada pelo UOL e confirmada pela Máquina do Esporte.

O departamento jurídico do Palmeiras estuda a viabilidade de não mais integrar a Libra e o impacto disso em relação ao contrato de TV com a Globo, iniciado neste ano e que vai até 2029. Caso não haja problema em relação a isso, o clube deixará a entidade.

Leila Pereira, presidente do Palmeiras, ficou insatisfeita com o novo acordo da Libra, que prevê o pagamento de quatro parcelas adicionais de R$ 37,5 milhões ao Flamengo a partir deste ano e até R$ 2029, além do que já havia sido acordado pelos clubes do bloco para o atual contrato de TV.

Segundo a Máquina do Esporte apurou, os valores de 2025 não serão alterados, mas a contabilidade é que o time rubro-negro conseguiu R$ 150 milhões adicionais, o que representa R$ 30 milhões a mais por ano de contrato com a Globo. Diluída nas quatro temporadas que restam do acordo de TV, a quantia sobe para R$ 37,5 milhões anuais.

Esse acerto é a condição para que o Flamengo retire ações na Justiça que questionavam a divisão de receitas relacionadas à audiência. Isso liberaria parte das cotas de TV da Globo atualmente bloqueadas. Leila não se oporá a assinar o documento, entendendo que há outros clubes com maior necessidade de fluxo de caixa no momento.

O contrato ainda não foi firmado entre as equipes. Atualmente, o documento está em análise jurídica para finalização.

CBF

Apesar da intenção de sair da Libra, o Palmeiras não pretende migrar para o Futebol Forte União (FFU). O clube rejeita o modelo de negócio do bloco, de venda de 10% a 15% dos direitos comerciais por 50 anos a investidores. Para o time alviverde, não é um bom negócio.

Por outro lado, a avaliação no Palmeiras é que fracassou de maneira retumbante o projeto de criar uma liga unificada, com distribuição mais igualitária de receitas, impulsionando o crescimento comercial do Campeonato Brasileiro. Para Leila Pereira, a Libra virou um simples bloco para negociação de direitos de TV.

Hoje, o Palmeiras vê como mais promissora a iniciativa da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) de liderar esse processo de constituição de uma liga nacional. A entidade, que realizou uma reunião no último dia 6 de abril com os clubes das Séries A e B, já estabeleceu até um cronograma de trabalho.

Em maio e junho, as equipes enviarão suas propostas. Após a Copa do Mundo, em agosto e setembro, haverá novas discussões e ajustes no documento. Finalmente, de outubro a dezembro, será feita a constituição da liga, com aprovação do Estatuto.