A Liga do Futebol Brasileiro (Libra), que no começo do ano parecia caminhar para a implosão, conseguiu apaziguar suas divergências internas.
Segundo informação divulgada nesta terça-feira (28) pelo jornalista Rodrigo Capelo, do Sport Insider, e confirmada pela Máquina do Esporte, o Flamengo e os demais clubes do bloco chegaram a um acordo em relação aos valores dos contratos de mídia firmados com o Grupo Globo, válidos para o ciclo de 2025 a 2029.
A equipe rubro-negra receberá um reajuste de aproximadamente R$ 150 milhões até o fim do atual acordo de mídia.
A Máquina do Esporte apurou que as bases do novo contrato já estão acertadas e que o documento precisa apenas ser assinado para que os novos valores entrem em vigor.
O modelo de divisão dos recursos provenientes do acordo da Libra com o Grupo Globo tem sido alvo de polêmica interna no bloco, desde que Luiz Eduardo Baptista, o Bap, assumiu a presidência do Flamengo.
O dirigente passou a questionar publicamente a forma adotada pela Libra para distribuir o dinheiro entre os clubes, alegando que o Flamengo estaria sendo prejudicado.
Em contrapartida, presidentes de outras equipes do bloco, especialmente Leila Pereira, do Palmeiras, acusaram a diretoria do Flamengo de agir de maneira individualista, especialmente depois que o clube carioca obteve uma liminar que bloqueou repasses que seriam feitos pelo Grupo Globo para os times da Libra.
Remo
A Máquina do Esporte apurou que as polêmicas envolvendo os contratos de mídia da Libra ainda não estão completamente solucionados.
Isto porque o bloco ainda discute com o Grupo Globo a revisão do acordo atual, que não prevê reajuste em caso de aumento do número de integrantes da Libra na Série A do Brasileirão.
Com isso, se os termos forem mantidos, a Libra deve receber neste ano, com dez times na primeira divisão (por conta do acesso do Remo), a mesma quantia que faturou no ano passado, quanto possuía nove membros na elite nacional.
A polêmica envolvendo a revisão do contrato com a Globo serviu para aproximar o Flamengo de Remo e Grêmio, que formaram um grupo interno na Libra, em oposição a Palmeiras, Bahia e Red Bull Bragantino.
Vale lembrar que a equipe do Rio Grande do Sul chegou a tentar migrar para o Futebol Forte União (FFU) e vender parte de seus direitos comerciais e mídia para a investidora Sport Media, em um movimento que acabou sendo rechaçado por parte dos integrantes do bloco e por fim não se concretizou.
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Em março deste ano, a Libra realizou Assembleia Geral que garantiu ao Flamengo assento em seu Comitê Gestor, ao lado do Bahia, com Grêmio e São Paulo ocupando as suplências.
