A Fifa anunciou que já removeu quase 400 mil mensagens abusivas desde o início da Copa do Mundo 2026. O número supera o total apagado durante toda a edição anterior, no Catar, em 2022.
A ação faz parte do serviço de proteção nas redes sociais criado pela entidade, que analisa contas públicas de jogadores e oculta ou exclui conteúdos ofensivos e discurso de ódio antes que eles sejam visualizados.
Campanha
Na quinta-feira (18), oito seleções que entraram em campo marcaram o Dia Internacional de Combate ao Discurso de Ódio.
Os capitães de República Tcheca, África do Sul, México, Coreia do Sul, Suíça, Bósnia e Herzegovina, Canadá e Catar trocaram flâmulas com a inscrição “Jogamos juntos. Lutamos contra o ódio”, em inglês e no idioma de cada equipe.
Além do gesto simbólico, ativações nos estádios foram realizadas ao longo do dia para reforçar a mensagem.
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Trabalho contínuo
Segundo a Fifa, desde o lançamento da ferramenta em 2022, mais de 30 milhões de publicações abusivas foram apagadas. O crescimento do problema é atribuído ao formato ampliado da Copa do Mundo, que conta com 48 equipes e 104 partidas.
Outros fatores apontados pela entidade são as partidas serem disputadas em horários mais diversos, o que faz com que a atividade nas redes sociais se torne mais contínua.
Além disso, o crescimento do público em língua inglesa, já que dois dos três países-sede são anglófonos, favoreceria a propagação de mensagens ofensivas, já que é o idioma mais utilizado globalmente nas plataformas digitais
