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Fifa acusa Uefa de “campanha difamatória” e tenta barrar investigação nos EUA

Entidade máxima defende que organização europeia quer apenas causar danos públicos à sua imagem e manter o monopólio financeiro sobre o futebol

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução/Instagram @gianni_infantino

Gianni Infantino, presidente da Fifa, durante visita ao Marrocos - Reprodução / Instagram (@gianni_infantino)

⚡ Máquina Fast
  • Fifa acusa Uefa de campanha difamatória e questiona base legal de pedido judicial nos EUA.
  • Defesa da Fifa afirma que oposição europeia ao projeto Fifa Forward Enterprise visa manter monopólio financeiro no futebol.
  • Uefa busca documentos para possível ação criminal na Suíça contra Gianni Infantino relacionada ao projeto FFE.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Fifa protocolou uma moção na Justiça dos Estados Unidos para se opor ao pedido de produção de provas apresentado pela Uefa em relação ao projeto Fifa Forward Enterprise (FFE). A entidade máxima do futebol classificou as recentes movimentações legais da confederação europeia contra o presidente Gianni Infantino como uma “campanha difamatória”.

A defesa da federação internacional é conduzida pelo advogado H. Christopher Boehning, do escritório Linklaters. Nos documentos apresentados, a equipe jurídica solicitou que a Fifa US tenha até o dia 30 de setembro de 2026 para formalizar oposição. Uma petição registrada em Nova York indicou que um tribunal da Flórida já deferiu o pedido inicial para que a Fifa conteste a ação.

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No texto da moção, os advogados criticaram a base legal utilizada pela confederação europeia, argumentando que a iniciativa serve a propósitos de relações públicas em vez de sustentar um caso jurídico real.

“Embora essas petições sejam apresentadas como peças processuais com títulos e números de processo, elas são pouco mais do que comunicados de imprensa em apoio à campanha difamatória da Uefa contra a Fifa e sua liderança”, descreve o documento.

“Isso fica claro pela decisão da Uefa de alertar a mídia antes de apresentar esses pedidos, pelos inúmeros parágrafos do pedido apoiados apenas por referências a reportagens da imprensa (muitas das quais citam a Uefa) e pelo fato de o pedido da Uefa apresentar um defeito fundamental: a Uefa busca a obtenção de provas para auxiliar em um processo penal estrangeiro que não existe e que a UEFA reconhecidamente não tem autoridade para iniciar”, segue.

A Fifa também utilizou a moção para atacar as motivações comerciais da Uefa. A entidade argumentou que a oposição europeia ao projeto tem o objetivo de manter o monopólio financeiro e esportivo do continente.

Para basear o argumento sobre a concentração de renda no esporte, a defesa citou declarações de Joshua Kushner, que apontou que o dinheiro no futebol esteve historicamente restrito a um pequeno grupo de países, além de mencionar o apoio público do presidente da federação camaronesa (Fecafoot), Samuel Eto’o, à gestão da Fifa.

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Disputa

A disputa judicial teve início na semana passada, quando a Uefa solicitou intimações em tribunais norte-americanos com o objetivo de reunir documentos da Fifa, do executivo Joshua Kushner e da empresa de investimentos Thrive Capital.

A intenção declarada da confederação europeia era utilizar os dados para estruturar possíveis acusações criminais na Suíça contra Infantino, focadas no plano de comercialização de direitos do FFE, que incluía a venda de parte dos direitos comerciais de competições da Fifa, como a Copa do Mundo.

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Gianni Infantino já abandonou os planos de venda de ativos por meio da Fifa Forward Enterprise, mas continua sofrendo pressão por parte da Uefa para renunciar ao cargo de presidente.