Os primeiros dias após o anúncio da proibição das apostas esportivas no Brasil, estabelecida através de uma Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na sexta-feira (25), estão sendo encarados com “desespero” pelos clubes brasileiros. A situação, todavia, pode abrir espaço para o retorno de velhas conhecidas da modalidade nos patrocínios.
Nos últimos anos, o mercado de patrocínios no futebol foi inflacionado pela entrada das casas de apostas, regulamentadas desde o início de 2025. Atualmente, 14 das 20 equipes que disputam a Série A do Brasileirão têm bets como patrocinadores máster: Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Grêmio, Palmeiras, Remo, São Paulo, Santos, Vasco e Vitória.
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Ainda não se sabe ao certo nem sequer se as bets de fato seguirão proibidas, já que o resultado das eleições presidenciais, cujo primeiro turno será realizado no domingo (4), um dia antes do setor à ilegais, podem alterar o rumo dessa história.
Com isso, enquanto protestam, os clubes ainda não chegaram a conclusões sobre o futuro de seus acordos com as casas de apostas. De qualquer forma, algumas empresas já se movimentaram como “candidatas” para assumir o lugar deixado pelo setor, indicando que os ativos seguem de interesse do mercado.
Neste cenário, empresas como Caixa, Assaí, Crefisa e Banco BMG, entre várias outras, que já foram donas de propriedades relevantes no futebol brasileiro, poderiam encontrar condições para voltar a direcionar maiores esforços como patrocinadores de clubes, entidades e competições.
“Candidatos”
Até o momento, Cimed e Fatal Model, que já possuem relações com o futebol a partir do patrocínio à clubes ou entidades, destacaram-se como supostamente interessadas em avançar no esporte com a saída das bets.
A Cimed tem no portfólio clubes como Palmeiras e Cruzeiro, através da marca Super, além de estar entre os patrocinadores da seleção brasileira, em um acordo com a CBF.
Há dois dias, João Adibe Marques, CEO da farmacêutica, publicou nas redes sociais um vídeo demonstrando interesse em patrocinar uma série de clubes brasileiros, aproveitando os lugares deixados.
Fatal Model
Enquanto isso, a Fatal Model, plataforma de anúncios de acompanhantes, viralizou, mais uma vez, como interessada em patrocinar Flamengo e Corinthians. O Rubro-Negro negou qualquer contato com a marca, enquanto o Timão ainda não se pronunciou.
De qualquer forma, não seria a primeira vez que a Fatal Model adotou postura semelhante. Em dezembro de 2023, a empresa viralizou ao “se interessar” pelos naming rights do Vitória e do Estádio Barradão.
Um ano depois, voltou a aparecer com a mesma estratégia, ao anunciar que aceitaria pagar os salários do jogador francês Paul Pogba para o Corinthians. A Fatal Model ainda chegou a doar R$ 200 mil para a vaquinha promovida pelo clube para pagar a dívida da Neo Química Arena e, em junho de 2025, usou a camisa do Remo para reforçar um suposto desejo nos naming rights da arena do Athletico-PR.
