A Copa do Mundo de 2026 durou menos de 24 horas sem gerar questionamentos sobre as vendas de ingressos. A segunda partida do Mundial, para além da virada da Coreia do Sul sobre a República Tcheca, chamou atenção pela quantidade de assentos vazios.
O confronto foi disputado em Guadalajara, no México, em um estádio com capacidade para 45.664 torcedores. O público oficial, divulgado pela Fifa, foi de 44.985 espectadores, mas o que se observou foram vários assentos desocupados.
O centro do lado leste do estádio pareceu ser o mais afetado, com os vermelhos das cadeiras marcando os espaços vazios em meio aos torcedores que estiveram no local. Em nota, a Fifa afirmou que “os números de oficiais de público refletem a quantidade de ingressos escaneados e de espectadores dentro do estádio, e não avaliações visuais da ocupação”.
“A Fifa trabalha em estreita colaboração com as autoridades do estádio e as equipes de bilheteria para garantir que todos os números divulgados sejam baseados em dados operacionais verificados. Observe que, durante a partida de ontem à noite [quinta (11)] em Guadalajara, vários torcedores com ingressos foram vistos em pé nos corredores, em vez de permanecerem em seus assentos durante todo o jogo”, escreveu a entidade, em um comunicado publicado nas redes sociais.
As imagens repercutidas nas redes sociais ao redor do mundo, por torcedores e veículos internacionais, acenderam um alerta sobre as consequências da estratégia adotada pela Fifa para a venda de ingressos para o Mundial.
A entidade utilizou um modelo de preços dinâmicos, que variam conforme a demanda. A estratégia gerou bilhetes com valores considerados abusivos e uma série de críticas à entidade.
Com mais de 100 jogos a serem disputados até o final do torneio, a expectativa é de que a situação volte a ocorrer, principalmente em partidas de seleções de menor expressão no futebol mundial, ainda que a Fifa tenha divulgado ter recebido mais de 500 milhões de pedidos por ingressos nas vendas por sorteio.
