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Marcas menores marcam presença na Copa 2026 e estão em 23% dos uniformes

Kelme, Umbro, Kappa e Reebok, entre outras menos conhecidas, vestem seleções fora do domínio de Adidas, Nike e Puma

Umbro é a fornecedora da República Democrática do Congo - Divulgação

Umbro é a fornecedora de material esportivo da República Democrática do Congo - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • A Copa do Mundo de 2026 contará com 48 seleções e 77% dos uniformes serão fornecidos pelas gigantes Adidas, Nike e Puma.
  • Marcas menores, como Kelme, Umbro, Kappa, Reebok e Capelli Sport, ganham espaço e vestem seleções como Jordânia, Congo, Tunísia, Panamá e Cabo Verde.
  • A participação de fornecedores fora do 'Big 3' aumentou para 23% em 2026, refletindo a ampliação de 32 para 48 equipes no Mundial.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Copa do Mundo de 2026 terá 48 seleções em campo e, além do domínio das três maiores fornecedoras de material esportivo do mundo (Adidas, Nike e Puma), responsáveis por 77% dos uniformes, incluindo as delegações mais badaladas, outras dez marcas menores também estarão representadas em campo.

Entre elas, a Kelme é a única que veste mais de uma seleção, fornecendo uniformes para Jordânia e Bósnia e Herzegovina. As demais empresas aparecem com contratos individuais, cada uma ligada a apenas uma equipe nacional.

Tradição

A Umbro, marca tradicional, será responsável pelos uniformes da República Democrática do Congo. A Kappa, por sua vez, manteve o contrato com a Tunísia, em uma parceria iniciada em 2019 e que já valeu na Copa do Mundo do Catar 2022.

Outra marca histórica de material esportivo e gigante no passado, a Reebok retornará ao Mundial da Fifa após 28 anos. A empresa de Massachusetts será a parceira do Panamá em um contrato iniciado em 2023, após a saída da New Balance, que não estará presente nesta Copa do Mundo. Na Copa da França 1998, a Reebok estampou seu logotipo nas camisas de Chile, Paraguai e Colômbia.

Perde e ganha

Iraque enfrenta a Espanha em amistoso preparatório para a Copa - Divulgação
Iraque enfrenta a Espanha em amistoso preparatório para a Copa – Divulgação

A alemã Jako, fundada em 1989 e com representatividade regional na Europa, é a fornecedora do Iraque desde setembro de 2022. Historicamente, a empresa já tinha sido parceira dos Leões da Mesopotâmia. O primeiro acordo entre as partes durou de 2017 a 2020. No breve hiato que se seguiu, a Umbro foi a fornecedora do Iraque.

No perde e ganha dos acordos comerciais, a Jako perdeu o privilégio de ser parceira de outra equipe asiática, o Uzbequistão, em um acordo que vinha desde 2019.

Após a classificação inédita para a Copa do Mundo, a federação local optou por aceitar uma oferta, em agosto de 2025, da 7Saber, marca uzbeque de artigos esportivos. Havia a expectativa de que os Lobos Brancos fossem aceitar uma proposta de alguma gigante, como Nike ou Adidas, o que não aconteceu.

Marcas nacionais

Há mais marcas nacionais com representatividade no evento mais globalizado do futebol. A Marathon segue como parceira de material esportivo do Equador. A relação da empresa equatoriana com sua seleção nacional é uma das mais antigas da Copa do Mundo de 2026, tendo sido iniciada em 1994.

O Irã, nação que está em plena guerra com os Estados Unidos, um dos países-sede da Copa, possui contrato com a Majid/Merooj. A empresa, com sede em Andimeshk, no oeste do país asiático, foi fundada por Majid Saedifar, ex-jogador de futebol que defendeu a seleção iraniana nos anos 1970 e 1980.

A Merooj, que no idioma iuri, uma das línguas faladas no país, significa formiga, recentemente alterou seu nome para Majid, embora a denominação antiga ainda seja muito popular no Irã.

Estreantes

Os modelos da camisa do Haiti que foram alvo de controvérsia com a Fifa - Divulgação
Modelos da camisa do Haiti que foram alvo de controvérsia com a Fifa – Divulgação

A nova-iorquina Capelli Sport estampará seu logotipo na camisa de Cabo Verde, país lusófono que estreia em Copas do Mundo. Assim como a pequena nação africana, a Capelli também faz sua primeira aparição no Mundial da Fifa.

LEIA MAIS: Capelli Sport fecha parceria de 4 anos e vestirá Cabo Verde na Copa do Mundo de 2026

Outra estreante no torneio será a colombiana Saeta, que veste o Haiti, país que retorna à competição após 52 anos. A primeira e única aparição haitiana aconteceu na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha, quando caiu na primeira fase.

A marca debutante já teve que enfrentar um desafio às vésperas do início da Copa: a Fifa vetou o desenho do uniforme do Haiti, alegando que poderia ser interpretado como uma declaração política.

O uniforme trazia a figura de Toussaint Louverture, líder da Revolução Haitiana, em uma batalha, inspirada em uma obra do artista Edouard Duval-Carrié.

LEIA MAIS: Haiti é obrigado a mudar uniforme “político” para Copa do Mundo após pedido da Fifa

Crescimento

Em comparação com a Copa do Mundo do Catar 2022, houve um aumento na participação de fornecedores menores. Em 2026, 11 seleções estarão vestidas por empresas fora do “Big 3”, o que representa 23% do total. Em 2022, esse número era de apenas seis seleções, o que equivale a 18%. Vale destacar também que, há quatro anos, 32 seleções disputaram o torneio, enquanto neste ano esse número subiu para 48 pela primeira vez.

A diversidade de marcas reforça a disputa comercial dentro da competição, ainda que Adidas, Nike e Puma mantenham a liderança, com 14, 12 e 11 contratos, respectivamente.