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Em meio a guerras no Oriente Médio, Copa do Mundo de e-Sports terá primeira edição fora da Arábia Saudita

Competição na capital francesa também faz parte do plano de expansão do evento de esportes eletrônicos, que terá premiação total de mais de US$ 75 milhões

Emmanuel Macron, presidente francês (à direita), e Ralf Reichert, CEO da Esports Foundation (à esquerda), conversam no Palácio do Eliseu - Divulgação / Esports Foundation

⚡ Máquina Fast
  • A Copa do Mundo de e-Sports de 2026 será realizada em Paris, marcando a expansão do torneio além da Arábia Saudita.
  • A mudança de sede visa garantir estabilidade e segurança diante dos conflitos no Oriente Médio para cerca de 2 mil competidores e 200 clubes.
  • Em 2025, o evento alcançou mais de 750 milhões de espectadores globais e está alinhado com o projeto Saudi Vision 2030 de diversificação econômica.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Copa do Mundo de e-Sports decidiu iniciar, em 2026, um movimento de expansão global, após dois anos consecutivos sendo realizada na cidade saudita de Riad.

Nesta quarta-feira (20), a Esports Foundation, instituição controlada pelo Fundo Público de Investimento (PIF) da Arábia Saudita e organizadora do evento, anunciou que Paris, na França, será a sede da edição de 2026 do torneio, que ocorrerá entre os dias 6 de julho e 23 de agosto.

Em um comunicado divulgado à imprensa, a Esports Foundation declarou que “é guiada por uma visão de longo prazo de expandir seus torneios e competições internacionais por meio da colaboração com públicos, parceiros e mercados anfitriões ao redor do mundo ao longo do tempo”.

A nota não menciona diretamente os conflitos armados que abalam o Oriente Médio, em locais como Irã, Líbano e Faixa de Gaza.

Porém, o texto cita que, “após um amplo processo de avaliação e diante do atual cenário regional, a Esports Foundation decidiu acelerar esse plano de expansão internacional na edição de 2026, garantindo mais clareza e estabilidade para jogadores, jogadoras, clubes, editores, parceiros e fãs de todo o mundo, sem abrir mão da escala, da estrutura e da integridade competitiva do torneio”.

Vale lembrar que, em março deste ano, após haver sido bombardeado por Estados Unidos e Israel, o Irã revidou com mísseis e drones que atingiram diferentes países do Oriente Médio, como Catar, Emirados Árabes Unidos e a própria Arábia Saudita.

LEIA MAIS: Avanço da guerra no Oriente Médio ameaça colapsar investimentos no esporte global

A mudança de sede busca, dessa forma, dar mais tranquilidade aos cerca de 2 mil competidores e aos 200 clubes de mais de 100 países, que disputarão 25 torneios em 24 modalidades, de olho na premiação que deve ultrapassar US$ 75 milhões.

“Riad é a casa da EWC [sigla em inglês para Copa do Mundo de e-Sports] e um dos principais polos de e-Sports do mundo, impulsionado por uma comunidade incrível de fãs e por uma ambição de longo prazo para o futuro do esporte”, declarou Ralf Reichert, CEO da Esports Foundation, que disse estar empolgado em levar uma edição do evento para a capital francesa.

“Paris já recebeu alguns dos maiores eventos esportivos do mundo e é uma das grandes capitais globais do esporte, da cultura e do entretenimento. Junto da paixão dos fãs franceses e do forte apoio local que recebemos, estamos animados para levar a comunidade global dos e-Sports até lá para o próximo capítulo da EWC. Paris agora se torna o primeiro capítulo internacional da história da EWC”, afirmou o executivo.

Em 2025, a Copa do Mundo de e-Sports alcançou mais de 750 milhões de espectadores em todo o mundo e ultrapassou 350 milhões de horas assistidas, com pico de audiência simultânea próximo de 8 milhões de pessoas.

O evento foi exibido em 28 plataformas, por meio de 97 parceiros de transmissão e mais de 800 canais, em 35 idiomas, alcançando fãs em 140 países.

Os investimentos em e-Sports feitos pelo PIF são parte do projeto Saudi Vision 2030, que busca diversificar a economia do país por meio de investimentos em esportes, turismo, cultura, entretenimento e tecnologia, de modo a superar a dependência das exportações de petróleo.