A comunidade de corrida de rua vai se manter ativa mesmo quando quase toda a atenção do planeta estará voltada para a disputa da Copa do Mundo 2026. Essa foi a conclusão do debate “Copa? A corrida no centro da conversa em 2026”, durante o 5º Fórum Máquina do Esporte, realizado na ESPM, em São Paulo.
Os participantes ressaltaram como o esporte consegue dialogar com uma base ampla de praticantes, de diferentes níveis, mesmo em um período marcado pelo maior evento esportivo do planeta.
Movimento
Para Arthur Trauczinsky, CEO da Global Vita Sports, a força cultural da corrida de rua faz com que esse movimento saída de seu campo de disputa e reverbere por outros locais.
“Apesar de ser um movimento cultural que reúne milhares de pessoas, foi criado por poucas pessoas. É uma cultura que é da rua, que está acontecendo. A gente não tenta controlar o movimento, mas fazer parte do que está aí”, conta o executivo.
Narrativas
Natália Leão, jornalista e estrategista de marketing, ressaltou o papel das redes sociais na construção da narrativa da corrida para esse público.
“Além de sermos milhões de corredores, somos bem barulhentos, especialmente nas redes sociais. Temos a impressão de que só se fala em corrida. Somos clubistas. Corredor só anda e fala com corredor”, brinca a jornalista.
Para se destacar nesse nicho, para ela, as marcas precisam ampliar o diálogo com a comunidade.
“Neste período de Copa as marcas que conseguirem conectar esses pontos, do jeito mais natural e orgânico, vão se conectar melhor do ponto de vista de conteúdo. A Nike fez isso em treino durante o Carnaval. As pessoas não querem abrir mão de uma coisa pela outra. Isso traz oportunidades para as marcas”, comenta a criadora de conteúdo.
Pluralidade
Aline Cupido, gerente sênior de marketing da Fisia, distribuidora oficial da Nike no Brasil, reforçou a importância das marcas saberem falar com a diversidade desse público.
“Na minha opinião, esse é o primeiro ano em que nós não competimos [com a Copa do Mundo]. Mantivemos nosso orçamento. Assinamos a SP City, é um investimento, tempo, esforço, ao mesmo tempo com o esforço de Copa. O que sustenta são diferentes públicos conectados à corrida”, afirma a executiva.
A prova será disputada na semana seguinte após a final da Copa do Mundo, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá.
Aline lembra que o público da corrida de rua se expandiu. “Anos atrás era só esse corredor raiz super core, com mais de 35 anos. Hoje você não precisa acordar às 5h. Pode acordar mais tarde e correr com outras pessoas. Há mais públicos dentro do mundo running que se expande”, conta.
Digital
Daniel Krutman, CEO da Ticket Sports e mediador do debate, ressaltou a relação da corrida com o ambiente digital.
“Se você não postar, não correu. Tem gente postando sem correr. Tem gente pegando treino do amigo, pegando Uber para fazer pace melhor. A corrida de rua esporte mais social”, acredita o executivo.
O 5º Fórum Máquina do Esporte conta com o patrocínio de Ticket Sports, Nike, sportv e Genial Investimentos, e ainda tem o apoio de Administração ESPM e Fotop.
