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CBV e clubes tentam definir modelo de negócio da nova Superliga de Vôlei

Desafios para a construção da competição foram tema de um dos painéis realizados no 5º Fórum Máquina do Esporte

Henrique Netto Silva (CBV), Anderson Marsilli (Vôlei Guarulhos), Fernando Maroni (Vôlei Renata), Daniel Bortoletto (Webvôlei) e Guilherme Costa (ESPM) durante debate no 5º Fórum Máquina do Esporte – Diogo Anhasco/Fotop

Henrique Netto Silva (CBV), Anderson Marsilli (Vôlei Guarulhos), Fernando Maroni (Vôlei Renata), Daniel Bortoletto (Webvôlei) e Guilherme Costa (ESPM) durante debate no 5º Fórum Máquina do Esporte - Diogo Anhasco / Fotop

⚡ Máquina Fast
  • A nova Superliga de Vôlei no Brasil aguarda definição do modelo societário para sua implementação.
  • São três modelos em análise: participação da CBV com sócio-investidor, formato associativo semelhante ao NBB, e consórcio com múltiplos interessados.
  • Clubes buscam maior participação nas decisões e sustentabilidade financeira, enquanto a CBV visa ampliar receitas e melhorar a gestão da competição.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A nova Superliga de Vôlei caminha para sair do papel no Brasil. Para que isso ocorra, porém, as partes envolvidas terão de definir primeiro o modelo societário que vigorará na competição.

Os desafios dessa construção foram tema de um dos painéis do 5º Fórum Máquina do Esporte, na manhã desta segunda-feira (11). O evento está sendo realizado no Teatro ESPM, em São Paulo (SP).

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O debate “A Criação da Nova Superliga de Vôlei” foi mediado por Guilherme Costa, coordenador do curso de jornalismo da ESPM, e contou com as participações de Henrique Netto Silva, diretor comercial e de marketing da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV); Anderson Marsilli, presidente do Vôlei Guarulhos; Fernando Maroni, diretor do Vôlei Renata; e Daniel Bortoletto, diretor do Webvôlei.

De acordo com Henrique Netto Silva, hoje são cogitados três diferentes modelos para a nova Superliga.

Um deles poderia contar com a CBV e um sócio-investidor, com direitos comerciais e de mídia da competição sendo repassados a uma empresa criada para gerir a liga e que ficaria responsável por negociar essas propriedades.

“Esse modelo não agrada os clubes, porque restringe a participação deles nas decisões”, explicou o dirigente da CBV.

Essa opinião foi confirmada por Fernando Maroni, que citou a falta de espaço para que os clubes opinem nas negociações sobre venda de direitos na atual Superliga.

“A expectativa dos clubes é de que eles possam participar de um jeito mais próximo dessas negociações”, afirmou o diretor do Vôlei Renata.

Outros formatos

O segundo modelo analisado nas discussões sobre a nova Superliga seria o associativo, similar ao adotado pelo Novo Basquete Brasil (NBB) e blocos comerciais como Liga do Futebol Brasileiro (Libra) e Futebol Forte União (FFU).

“Esse modelo poderia ou não ter um investidor envolvido. Estamos tentando entender o que está acontecendo no futebol”, disse Henrique Netto Silva.

De acordo com o dirigente, esse formato tende a agradar CBV e clubes, mas não necessariamente os investidores.

Um dos desafios observados nas discussões sobre a tentativa de construção de uma liga unificada no futebol é de que cada equipe tende a olhar mais para seus interesses individuais do que para o fortalecimento do produto em si.

A terceira alternativa, na visão do executivo da CBV, seria a constituição de uma espécie de consórcio, que permitiria a participação de várias partes com interesses compartilhados.

Nesse formato, não haveria a necessidade de grandes mudanças na estrutura hoje existente na Superliga, inclusive porque os clubes já são associados à CBV e poderiam, na opinião do dirigente, participar de maneira orgânica do negócio.

“Mais do que participação nas negociações, buscamos sustentabilidade do negócio, com a criação de novas fontes de receitas”, explicou Anderson Marsilli.

Maroni lembrou que, hoje, os contratos de mídia comercializados pela CBV com o Grupo Globo contemplam não apenas a Superliga, mas outros produtos como transmissões de vôlei de praia ou de jogos das seleções brasileiras.

Para ele, a instituição de negociações específicas de direitos da Superliga poderia ajudar a valorizar as propriedades da competição.

Daniel Bortoletto, por sua vez, disse acreditar que, na medida em que a nova Superliga for estruturada, com uma gestão independente, a CBV terá mais tempo para lidar com outros gargalos que impactam o vôlei brasileiro.

Na avaliação do jornalista, dirigentes e entidades terão de olhar para as ligas do exterior e tentar compreender o que de bem-sucedido ocorre nesses locais, adaptando as soluções para a realidade de um país continental como o Brasil.

O 5º Fórum Máquina do Esporte conta com o patrocínio de Ticket Sports, Nike, sportv, Mercado Livre e Genial Investimentos, e ainda tem o apoio de Administração ESPM e Fotop.