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Após pressão de clubes, FFU convoca assembleia que pode definir futuro da relação com Sports Media

Reunião, que será na sede da Federação Paulista de Futebol, foi motivada por decisão do Cade que questionou normas do Condomínio Forte União

Dirigentes da então LFU (atual FFU) posam após encontro na sede da LiveMode, no Rio de Janeiro (RJ) - Rafael Brito / Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • FFU convoca Assembleia Geral para debater saída de clubes e estratégia jurídica após decisão do Cade.
  • Clubes do FFU discutem aperfeiçoamento das regras do Condomínio e criação de comissão para liga unificada.
  • Relação do FFU com investidora Sports Media pode ser revista em busca de gestão mais autônoma e financeira.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A direção do Futebol Forte União (FFU) convocou uma Assembleia Geral para o próximo dia 9 de julho, com o objetivo de conter o movimento de debandada de membros, iniciado após a publicação da medida preventiva do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que proibiu a investidora Sports Media de criar obstáculos para os clubes que eventualmente desejarem deixar o bloco.

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A reunião ocorrerá na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), em São Paulo (SP), a partir das 14h30 (horário de Brasília).

Terão direito a voto na assembleia os clubes associados que disputam as Séries A e B do Brasileirão, que integram os chamados Colégios Eleitorais A e B.

A Máquina do Esporte obteve acesso ao edital de convocação do encontro, assinado pelo diretor-presidente Alessandro Barcellos e no qual constam quatro temas a serem debatidos, dentre os quais a estratégia jurídica a ser adotada pelo bloco frente à decisão do Cade, publicada na última sexta-feira (26).

O FFU recebeu parecer de um especialista em direito concorrencial, que foi consultado por Cuiabá, Vila Nova e Atlético-GO, que indicou “riscos concorrenciais relevantes para os clubes associados” ao Condomínio Forte União.

Os demais assuntos da pauta podem definir o futuro da relação do bloco econômico com a investidora Sports Media Entertainment, que adquiriu percentuais dos direitos comerciais e de mídia dos clubes do FFU e também possui 20% das ações do Condomínio Forte União.

No item 2, por exemplo, os clubes irão deliberar sobre proposta de aperfeiçoamento das regras do Condomínio a ser apresentada e discutida com a Sports Media Entertainment.

Essa discussão foi motivada pelas notificações enviadas por diversos membros como Cruzeiro, Botafogo, Goiás e Operário-PR, que manifestaram desejo de deixar o bloco comercial, por conta das regras internas.

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Os associados do FFU irão decidir também sobre a criação de uma comissão de negociação para discutir propostas e modelos de uma liga unificada com os demais clubes que não integram o bloco e também com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Relação com a investidora em jogo

O quarto item da Assembleia apresenta indícios de que a relação dos clubes do FFU com a Sports Media pode estar em jogo. Nele, os clubes irão “deliberar sobre mecanismos e formas para criação de uma gestão administrativa e financeira mais eficiente e autônoma da associação”.

Esse tema chama a atenção já que, nos bastidores, dirigentes de alguns clubes têm acusado a investidora de engessar as finanças dos clubes, não apenas por conta das regras internas do Condomínio, mas também pelos contratos de cessão dos percentuais dos direitos comerciais e de mídia, válidos pelo período de 50 anos.

Além de abocanhar uma parte daquelas que costumam ser as maiores fontes de receitas dos times brasileiros (em troca de adiantamentos que já foram gastos pela maioria das equipes, sem acarretar em grandes transformações estruturais), a Sports Media também passou a deter a exclusividade de decidir com quem os clubes podem negociar esses direitos.

Após a divulgação da medida preventiva do Cade, o Operário-PR enviou notificação extrajudicial ao FFU, comunicando sua intenção de deixar o bloco e solicitando à Sports Media que informasse o valor de recompra dos direitos cedidos à investidora, caminho que vem sendo defendido por outros clubes, ainda que não abertamente.

A busca por essa gestão mais autônoma no bloco pode representar um ponto de tensão (ou quem sabe até de ruptura) em um modelo de negócios que foi projetado para durar décadas, mas que pode sucumbir muito antes do planejado.