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Câmara de São Paulo aprova proibição de publicidade de bets em eventos esportivos na cidade

Se for sancionada, medida, que foi votada em primeiro turno, poderá impactar o Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos

Urbia também decidiu barrar propaganda de bets em eventos realizados nos parques que administra, incluindo Ibirapuera - Reprodução / Instagram (@ibirapueraoficial)

⚡ Máquina Fast
  • Câmara Municipal de São Paulo aprova em primeiro turno projeto que proíbe publicidade de apostas em eventos esportivos na cidade.
  • Projeto impacta clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo e Santos, mas inicialmente não afeta patrocínios nas camisas dos times.
  • Concessionária Urbia amplia veto à presença publicitária de casas de apostas em eventos realizados nos parques públicos sob sua gestão.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Prestes a enfrentar sérias restrições em todo o país, em decorrência de uma Medida Provisória (MP) que será editada nos próximos dias pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as bets sofreram nesta semana outro duro revés.

LEIA MAIS: Lula sobe o tom contra apostas, enquanto bets apelam ao argumento de recorde na arrecadação

A Câmara Municipal de São Paulo (SP), maior cidade do Brasil e da América Latina, aprovou nesta quarta-feira (23), em primeiro turno, o projeto de lei que proíbe a publicidade de plataformas de apostas e jogos de azar on-line nos eventos esportivos realizados na capital paulista.

A medida, que ainda será analisada em plenário no segundo turno e precisa ser sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) para virar lei, deverá impactar diretamente Corinthians, Palmeiras e São Paulo, que são sediados na cidade, e o próprio Santos, que também costuma mandar jogos na capital.

Tal como foi redigida, a proposta não atingiria inicialmente os patrocínios de plataformas como Esportes da Sorte, Sportingbet, Superbet ou Novibet, que aparecem estampados nas camisas dos quatro clubes.

Porém, convém lembrar que as principais competições do futebol profissional brasileiro hoje contam com patrocínios de casas de apostas, incluindo a Série A do Brasileirão e a Copa do Brasil. Isto sem contar o Paulistão, maior estadual do país, que também possui parcerias com bets.

O projeto veta a publicidade direta ou indireta em eventos realizados na cidade por entidades públicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, amadores ou profissionais. 

A proibição prevista no texto abrange placas, faixas ou painéis publicitários em arenas, ginásios, estádios e outros locais de eventos esportivos, o que impactaria os acordos firmados entre os clubes e empresas como Brax (Santos, Corinthians e São Paulo) e Sports Hub (Palmeiras), que exploram a propaganda estática à beira dos gramados e contam com marcas de apostas entre suas parceiras.

Banidas dos parques

Antes mesmo de o projeto ser votado em definitivo, a concessionária Urbia, que administra sete parques públicos em São Paulo, incluindo o Ibirapuera, resolveu ampliar as restrições ao patrocínio e às ativações de bets em eventos de terceiros realizados nos locais sob sua gestão.

O fato foi repercutido no último sábado (19) pela coluna da jornalista Monica Bergamo, na Folha de S. Paulo.

“Esta proibição sempre esteve em nossa política institucional. Nunca aceitamos patrocínios e ativações desse setor. Agora, estendemos esse veto também aos eventos de terceiros”, explicou Samuel Lloyd, diretor comercial da Urbia, em texto publicado no LinkedIn.

De acordo com ele, a empresa já vetava patrocínios diretos, veiculação de anúncios, campanhas publicitárias e ativações físicas de bets nos parques por ela administrados.

A partir de agora, a concessionária também proíbe que produtoras terceirizadas e parceiros comerciais realizem shows, festivais, exposições e eventos que contem com patrocínio ou apoio financeiro das casas de apostas.

“A medida tem agradado outros patrocinadores, que se sentem incomodados em compartilhar espaços de ativação com casas de apostas. O segmento, mesmo regulado, é controverso. Acreditamos que essa ação pode estimular o debate sobre uma melhor regulamentação da publicidade desse segmento no país”, afirmou o executivo.