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Com trânsito em Brasília, Gustavo Dias é novo secretário-geral da CBF

Vice-presidente da entidade irá acumular funções e substitui Alcino Rocha, que deixou o cargo após quatro anos

Gustavo Dias (centro), novo secretário-geral da CBF, com Samir Xaud (à dir.), presidente da entidade - Luciana Vermell/CBF

Gustavo Dias (centro), novo secretário-geral da CBF, com Samir Xaud (à dir.), presidente da entidade - Luciana Vermell/CBF

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  • Gustavo Dias Henrique foi nomeado secretário-geral da CBF, acumulando o cargo com a vice-presidência.
  • O dirigente tem sólida experiência política e administrativa, com forte articulação em Brasília e ligação com lideranças nacionais.
  • Alcino Reis Rocha deixa a secretaria-geral após quase quatro anos, sem detalhes divulgados sobre sua saída.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quinta-feira (5) a nomeação de Gustavo Dias Henrique para o cargo de secretário-geral da entidade. Atual vice-presidente da confederação, ele substitui Alcino Reis Rocha e passará a acumular as duas funções.

A mudança coloca em uma posição estratégica um dos dirigentes com maior influência política dentro da atual gestão da CBF. Antes de assumir a vice-presidência em 2025, Gustavo Dias ocupou o cargo de diretor de relações institucionais da entidade, função voltada à interlocução com governos, federações e outros agentes do futebol brasileiro.

Em sua nova atribuição, Gustavo Dias será responsável pela articulação entre a presidência da CBF, as federações estaduais, órgãos governamentais e entidades internacionais como Fifa e Conmebol. Também irá se ocupar da estrutura administrativa da confederação e da implementação das decisões da presidência.

“Gustavo conhece a estrutura da entidade e terá um papel importante na articulação entre nossas diretorias, federações e parceiros nacionais e internacionais, contribuindo para o avanço dos projetos que estamos desenvolvendo”, afirmou Samir Xaud, presidente da CBF.

Articulação

Natural de Brasília, Gustavo Dias construiu sua trajetória profissional entre o setor público e o futebol. É formado em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade de Brasília (UnB), com especialização em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV), mestrado em Administração e Políticas Públicas pelo Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE)

Atualmente, faz doutorado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), instituição de ensino ligada ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), cuja família atualmente possui forte influência nos rumos da CBF.

Antes de alcançar a vice-presidência da CBF, Gustavo Dias atuou em órgãos do governo do Distrito Federal. Foi diretor da Terracap e presidiu a Biotic S/A, empresa vinculada à agência de desenvolvimento do DF. Também se consolidou como um dos principais articuladores políticos da entidade em Brasília.

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A projeção nacional do dirigente extrapolou os limites do futebol nas eleições de 2026. Gustavo Dias foi primeiro suplente da candidatura de Renan Calheiros (MDB) ao Senado por Alagoas. A chapa acabou derrotada por Arthur Lira (PP) e Marina Candia (PSDB), eleitos para as duas vagas em disputa.

A indicação para compor a chapa de Renan reforçou a ligação política entre ambos. Nos bastidores da CBF, Gustavo Dias já era conhecido pela proximidade com lideranças políticas e pelo papel de interlocutor da entidade junto aos poderes da República. Ao assumir a secretaria-geral, o dirigente destacou o foco na gestão interna da confederação.

“Nosso objetivo é fortalecer o diálogo, aprimorar os nossos processos internos e garantir que as diferentes áreas da CBF trabalhem de forma cada vez mais integrada, fazendo o futebol brasileiro cada vez mais forte”, declarou.

Alcino

O novo secretário-geral substitui Alcino Reis Rocha, que ocupava o cargo desde janeiro de 2023. Nomeado durante a gestão de Ednaldo Rodrigues, Alcino acumulava passagens pelo Ministério do Esporte e pela administração pública, além de ter atuado como chefe de gabinete do então ministro Orlando Silva.

Sua chegada à CBF foi associada à aproximação institucional da entidade com o governo federal e ao trânsito político construído junto ao PCdoB, partido ao qual foi ligado durante parte de sua trajetória.

A CBF não entrou em detalhes sobre a saída de Rocha. Informou apenas que ele deixa a função após quase quatro anos no posto e agradeceu pelos serviços prestados.