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Escandinávia x Fifa: Dinamarca, Finlândia e Suécia pedem proteção à “alma do futebol”

Para os três países, toda a polêmica envolvendo a criação do FFE levanta "questões fundamentais sobre quem, em última análise, controla o futuro do futebol mundial"

Gianni Infantino, presidente da Fifa, fala durante evento na Copa do Mundo 2026 - Divulgação / Fifa

Gianni Infantino, presidente da Fifa, fala durante evento na Copa do Mundo de 2026 - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • Federações da Dinamarca, Finlândia e Suécia pedem à UE proteção à 'alma do futebol' e criticam tentativa da Fifa de vender direitos da Copa do Mundo a investidores privados.
  • Três federações nórdicas manifestam preocupação com governança, transparência e controle do futebol mundial diante do projeto Fifa Forward Enterprise.
  • Nações nórdicas afirmam ter perdido a confiança na Fifa e querem discutir com a UE formas de proteger o modelo esportivo europeu.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

As Federações de Futebol da Dinamarca, Finlândia e Suécia enviaram uma carta a Glenn Micallef, comissário da União Europeia (UE) para Juventude, Cultura e Esporte, na qual pediram proteção à “alma do futebol” e demonstraram “séria preocupação” com a tentativa do presidente da Fifa, Gianni Infantino, de vender os direitos da Copa do Mundo para uma empresa financiada por capital privado, no projeto batizado de Fifa Forward Enterprise (FFE), que acabou sendo abandonado quatro dias após ser anunciado. A ideia era ceder 21% dos direitos comerciais do futebol a um grupo de investidores ligados à família de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Na carta, as três federações pedem “uma discussão europeia mais ampla sobre a futura governança do futebol internacional” e propõem “uma coordenação mais estreita entre o futebol europeu e os formuladores de políticas da UE”, destacando que a proteção do modelo esportivo europeu está no centro das preocupações.

“É nossa responsabilidade proteger esse modelo quando decisões em nível internacional correm o risco de enfraquecer a confiança nas instituições que governam o nosso esporte. Isso continua sendo uma prioridade para nós, e esperamos discutir o assunto novamente em nossa próxima reunião nórdica, na Groenlândia, em 2027”, afirma a carta.

O manifesto também salienta que, em todos os países nórdicos (Noruega e Groenlândia não são membros da UE), surgiram preocupações sobre governança, transparência e os processos de tomada de decisão da Fifa, motivadas pela ideia de instauração do FFE. Para Dinamarca, Finlândia e Suécia, a perspectiva de investidores privados adquirirem participações nos direitos comerciais da Fifa levanta “questões fundamentais sobre quem, em última análise, controla o futuro do futebol mundial”.

Perda de confiança

Embora a proposta tenha sido retirada e mesmo com a Fifa oferecendo garantias suficientes à Uefa para que as nações europeias suspendessem o boicote à participação em competições da entidade que comanda o futebol mundial para a disputa da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que ocorrerá este mês, na Polônia, as nações nórdicas deixaram claro que perderam a confiança na Fifa e em seu presidente.

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“O futebol não pode exigir responsabilidade democrática, transparência e integridade de clubes, ligas e federações nacionais, enquanto aceita padrões mais baixos no topo do futebol internacional. As regras da Fifa devem ser aplicadas de forma igualitária, e suas instituições dirigentes devem ser capazes de demonstrar que as decisões são tomadas de maneira independente, transparente e no interesse do futebol”, enfatiza a carta.

“Decisões de grande importância para o futebol mundial não podem avançar sem o devido envolvimento dos órgãos eleitos da Fifa e de suas associações-membras”, acrescenta o documento.

No fim, os três países afirmam que querem discutir com a UE como o futebol e os formuladores de políticas europeus podem trabalhar em conjunto para proteger o esporte. O documento foi assinado pelos presidentes das três federações: Jesper Moller (Dinamarca), Ari Lahti (Finlândia) e Simon Astrom (Suécia).