A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) da Portuguesa divulgou os resultados financeiros referentes ao exercício de 2025 nesta terça-feira (28), durante o evento Lusa SAF Day, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo. Foi o primeiro ano em que o clube paulista esteve gerido pela SAF.
No período, a Lusa registrou uma receita bruta contábil de R$ 13,908 milhões. Desse montante, a maior contribuição veio dos direitos de transmissão, que somaram R$ 8,712 milhões, seguidos por premiações (R$ 1,672 milhão), bilheteria (R$ 1,316 milhão) e patrocínios (R$ 1,227 milhão).
Outros setores, como o programa sócio-torcedor, arrecadaram R$ 748 mil, enquanto royalties e licenciamento geraram R$ 189 mil.
Na abertura gerencial das contas, a receita total atingiu R$ 22,368 milhões, valor que incorpora R$ 6,545 milhões provenientes de transferências de atletas.
Também houve entrada em caixa de R$ 1,915 milhão relativos à bilheteria da venda de mando de jogo contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, realizado na Arena Mercado Livre Pacaembu, com predominância da torcida adversária.
Transparência
O presidente da SAF da Portuguesa, Alex Bourgeois, abriu o evento destacando a divulgação pública dos dados. O encontro foi aberto ao público e contou com transmissão em tempo real pela Lusa TV.
“O nosso projeto é baseado na transparência. Um evento como esse traduz isso muito bem. É um motivo de orgulho abrir publicamente o que estamos fazendo na Portuguesa SAF e mostrar onde e como queremos chegar”, afirmou ele.
Sobre a movimentação de recursos, a origem do capital, que totalizou R$ 57,7 milhões, teve como principal pilar o aporte dos sócios da SAF, responsável por R$ 30 milhões.
Os empréstimos somaram R$ 17,5 milhões, enquanto a geração de caixa operacional contribuiu com R$ 10,2 milhões.
“Esse tipo de evento é comum no mercado financeiro, mas ainda é algo novo no futebol”, destacou Marcus Mingoni, vice-presidente de finanças.
Investimento
No que diz respeito à aplicação do capital em 2025, a folha salarial representou o maior gasto, consumindo R$ 31,6 milhões dos recursos disponíveis. A gestão destinou R$ 11,7 milhões para despesas não operacionais, categoria que engloba a recuperação judicial e gastos pré-operacionais.
O balanço indica que R$ 5,7 milhões foram aplicados em investimentos em ativos e atletas. Já a operação de jogos e a manutenção do Centro de Treinamento e outros serviços receberam, cada uma, R$ 3,8 milhões. O saldo final mantido em caixa foi de R$ 1,1 milhão.
Além da diretoria executiva, participaram da apresentação representantes das áreas de inteligência, desempenho e negócios do clube.
