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Estratégia da Liberty Media na Fórmula 1 serve de modelo comercial para expansão da MotoGP

Companhia baseou crescimento da principal categoria do automobilismo mundial na mudança do perfil dos patrocinadores e na internacionalização

Pedro Acosta em ação durante etapa da MotoGP no Circuito das Américas, em Austin (EUA) - Divulgação / MotoGP

⚡ Máquina Fast
  • Liberty Media planeja replicar na MotoGP a estratégia comercial que elevou os patrocínios da Fórmula 1 de 12,2% para 21,7% do faturamento em 10 anos.
  • A Fórmula 1 diversificou seus patrocinadores, atraindo marcas de tecnologia e luxo, enquanto a MotoGP ainda depende majoritariamente da indústria automotiva.
  • A internacionalização da MotoGP mira reduzir a concentração de fãs na Europa, seguindo o caminho da F1, que expandiu sua presença nos Estados Unidos com sucesso.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Liberty Media foi a responsável por potencializar o impacto da Fórmula 1 no universo esportivo internacional, principalmente do ponto de vista comercial, ao mudar o perfil dos patrocinadores. Agora, o grupo norte-americano tem o mesmo desafio com a MotoGP.

A companhia é dona da Fórmula 1 desde 2016, quando as receitas de patrocínio representavam 12,2% do faturamento total da categoria. Em 2026, 10 anos depois, os acordos comerciais são responsáveis por 21,7% do que a F1 fatura.

Enquanto isso, a MotoGP vê os acordos comerciais corresponderem a 12,7% das receitas. Neste cenário, a estratégia utilizada pela Liberty Media para a Fórmula 1, que coloca os patrocinadores como motores do crescimento, deverá ser replicada para o Mundial de Motovelocidade.

Em 2025, a MotoGP arrecadou US$ 62 milhões com patrocínios, enquanto a F1 atingiu US$ 840 milhões gerados por esta frente.

A mudança nos perfis dos investidores é um dos pilares da evolução comercial. De acordo com o relatório Motorsport Sponsor Landscape 2026, produzido pela consultoria Intelligence 2P, da 2Playbook, a Fórmula 1 reduziu a dependência de empresas “endêmicas” do esporte a motor e abriu espaço para companhias de setores variados.

LEIA MAIS: Fórmula 1 deve superar US$ 3 bilhões em patrocínios em 2026 impulsionada por IA e EUA

Marcas

Atualmente, as marcas de tecnologia lideram o portfólio da F1, com 84 acordos, englobando corporações como Google, Lenovo, Salesforce e Amazon Web Services (AWS). A categoria também viu a entrada no mercado de luxo, com o Grupo LVMH, e a intensificação de empresas voltadas aos bens de consumo de massa, como Nestlé, Pepsico e Barilla.

O estudo da Intelligence 2P aponta que, somando-se Fórmula 1, F1 Academy e Fórmula E, existem atualmente 763 acordos ativos com 586 marcas não endêmicas ao motor. O setor de energia mantém relevância, com cerca de 30 contratos envolvendo companhias como Shell, Petronas, BP e Aramco.

A MotoGP, por outro lado, ainda apresenta um mercado concentrado em seu próprio ecossistema. O levantamento aponta que a indústria automotiva é o setor com maior presença no campeonato de motos, totalizando 191 contratos.

Internacionalização

A estratégia também envolve a internacionalização da competição. Com a Fórmula 1, a Liberty Media apostou na entrada nos Estados Unidos, país que atualmente conta com três etapas no calendário, em Miami, Austin e Las Vegas.

No caso da MotoGP, o desafio será sair da Europa. Atualmente, 65% dos fãs da principal categoria do motociclismo mundial estão concentrados no Velho Continente.

Vale destacar ainda que a atração do público nos Estados Unidos e a renovação da base de consumidores da Fórmula 1 também foram impulsionadas por produções audiovisuais, como a série “Drive To Survive”, da Netflix, e o filme da categoria, batizado de “F1”, produzido pela Apple.