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IndyCar trabalha para ampliar impacto internacional tendo Brasil no radar para possível corrida

Categoria norte-americana tem América Latina como uma das prioridades, com esforços para expandir alcance digital e comercial

Brasileiro Caio Collet pilota carro número 4 durante corrida da IndyCar

⚡ Máquina Fast
  • IndyCar vê o Brasil como mercado estratégico para expansão internacional, com possibilidade futura de corridas no país.
  • Parceria com a Band e investimento em conteúdo digital são pilares para ampliar a base de fãs brasileiros da IndyCar.
  • Categoria aposta em videogame e plataformas digitais para engajamento global e crescimento do esporte.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A IndyCar, conhecida popularmente como Fórmula Indy, está trabalhando para evoluir o alcance e o impacto para além dos Estados Unidos e o Brasil está no radar da categoria como um dos mercados considerados para potenciais expansões.

A IndyCar ainda não divulgou planos concretos, muito menos datas exatas, para voltar a realizar corridas fora dos Estados Unidos. Ainda assim, o eventual retorno ao Brasil é visto com bons olhos pela categoria no caso de que ela volte a realizar corridas internacionais. De acordo com apurações da Máquina do Esporte, houve discussões positivas para a realização de um evento no futuro.

A categoria norte-americana chegou a realizar etapas em São Paulo (SP) entre 2010 e 2013, com corridas no Sambódromo do Anhembi, assim como acontece atualmente com a Fórmula E.

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No movimento de internacionalização da IndyCar, o Brasil ocupa um lugar particular. A relação histórica do país com o automobilismo, somada à estrutura de mídia já consolidada pela parceria com a Band, coloca o mercado brasileiro em posição favorável dentro dos planos de expansão da categoria, ainda que, ao menos por ora, sem nenhum compromisso formal oficializado.

Em entrevista à Máquina do Esporte, Alex Damron, diretor de marketing da IndyCar, detalhou os principais eixos dessa estratégia de crescimento internacional, que passam por mídia, conteúdo digital, o papel dos pilotos como pontes comerciais e as metas da categoria para os próximos anos.

Mídia

No Brasil, a parceria com a Band tem sido um dos principais pontos de contato da IndyCar com o público. A emissora também passou a produzir conteúdo diretamente dos eventos, ampliando a exposição dos pilotos e da competição para além da transmissão das corridas.

“A parceria com a Band tem sido incrível para nós na conquista de novos telespectadores. O investimento que eles fizeram tem sido um sinal de bom crescimento para o esporte”, avaliou Alex Damron.

A lógica da categoria para seus acordos internacionais, porém, não está baseada apenas na receita gerada por direitos de transmissão. O objetivo é usar essas parcerias como instrumento de expansão de público, especialmente em mercados nos quais ainda existe espaço para conquistar novos torcedores.

“Ao olhar para nossas parcerias internacionais, embora a receita seja importante, estamos em modo de crescimento. Portanto, trata-se de garantir que estamos nos posicionando para continuar conquistando novos fãs”, apontou o executivo.

Digital

A IndyCar pretende aumentar a quantidade de conteúdo produzido especificamente para o Brasil e utilizar seus ativos digitais para aprofundar a relação com quem já acompanha a categoria. A estratégia inclui tanto os canais oficiais quanto a participação de pilotos ligados ao país.

A intenção é ampliar esse repertório no próximo ano, criando conteúdos que funcionem de maneira complementar às transmissões e mantenham a categoria presente na rotina do público mesmo quando não há corrida.

“Será uma prioridade para nós. Sentimos que estamos apenas no começo da capacidade de alcançar essa base de fãs digitalmente. E no próximo ano, você pode esperar criarmos programações complementares adicionais em nossos canais digitais para alcançar o público brasileiro”, contou o diretor de marketing da IndyCar.

A aposta em plataformas digitais não se limita ao Brasil. O videogame, por exemplo, passará a ser utilizado como uma forma de manter o vínculo com a categoria durante a intertemporada e permitir que o público tenha uma experiência mais próxima do esporte.

A categoria lançará um jogo oficial no início de 2027, fruto de uma parceria com a iRacing Studios, conhecida por produzir o iRacing, um dos jogos mais populares do automobilismo virtual.

“O videogame é um engajamento constante e dá às pessoas a oportunidade de entender melhor o esporte e ter uma experiência pessoal com ele”, disse Alex Damron.

A categoria também vê espaço para crescer por meio de outras propriedades digitais, como o aplicativo de dados da NTT, o YouTube e o fantasy.

“Pode ser um grande impulsionador de crescimento. Para nós, o ambiente digital como um todo é um espaço onde ainda vemos um potencial quase ilimitado de expansão no esporte. Nosso aplicativo de dados mobile NTT teve um crescimento enorme em termos de downloads e uso, e o crescimento internacional foi essencial para o sucesso do aplicativo”, afirmou.

Além do Brasil

A estratégia de expansão internacional da IndyCar combina distribuição, conteúdo e novas formas de consumo. Nesse cenário, a categoria aposta na ampliação do número de plataformas disponíveis para torcedores de fora dos Estados Unidos e no fortalecimento do acesso direto aos eventos.

Uma das principais ferramentas nesse processo é a IndyCar Live, plataforma que oferece fora dos Estados Unidos acesso ao vivo a treinos e classificações durante toda a temporada e, onde os direitos permitem, também às corridas. A audiência da plataforma cresceu 30% em relação a 2025.

Desde 2020, a IndyCar também incorporou mais de 40 novos parceiros, com novas marcas em segmentos como varejo, carteira digital, aviação e alimentos, além da renovação dos naming rights com a NTT.

A categoria vê os pilotos como importantes pontes entre suas próprias bases de fãs e novos patrocinadores, que podem iniciar uma relação com uma equipe ou atleta antes de ampliar sua presença para a IndyCar como propriedade. O mexicano Pato O’Ward foi um dos exemplos citados pelo diretor de marketing da IndyCar.

“Pato O’Ward, uma de nossas estrelas do México, trouxe vários patrocinadores que se engajaram com o esporte de forma mais ampla. O esporte como um todo nunca esteve em um momento melhor ou mais saudável, o que nos dá a oportunidade de focar não apenas no crescimento doméstico, mas também no crescimento internacional acelerado”, exaltou.

Os números do México ajudam a ilustrar o potencial desse modelo. O país está entre os cinco maiores mercados da IndyCar em usuários e crescimento de downloads do aplicativo e também entre os cinco primeiros nas plataformas sociais. No TikTok, é o segundo maior mercado da categoria no mundo, enquanto a Cidade do México ocupa a segunda posição global em seguidores no X, atrás apenas de Indianápolis.

Outros mercados também apresentam evolução. A audiência na Alemanha triplicou em 2026, enquanto a audiência na Espanha, pela Movistar, aumentou 20% em relação ao ano anterior.

Metas

Para os próximos anos, a América Latina é tratada pela IndyCar como uma frente relevante para a expansão, especialmente pela combinação entre tamanho de mercado, potencial de audiência e presença de pilotos capazes de criar identificação local.

O México é, hoje, o principal caso de sucesso dessa estratégia na região, mas o desempenho digital da categoria abre espaço para que outros mercados latino-americanos avancem em diferentes frentes. O Brasil, nesse contexto, combina uma relação histórica com o automobilismo e uma estrutura de mídia já estabelecida pela parceria com a Band.

Para a categoria, ainda assim, o crescimento internacional não será medido apenas pelo número de espectadores ou patrocinadores. O principal objetivo é criar uma relação mais profunda entre os torcedores e os pilotos.

“Eu diria que o sucesso seria ter pessoas em todo o mundo sendo capazes de nomear seu piloto favorito e explicar por que amam esse piloto, torcendo todo fim de semana para ele ou ela vencer uma corrida. É um esporte incrivelmente competitivo, mas impulsionado por personalidades, e queremos que as pessoas realmente desenvolvam uma paixão e invistam no sucesso das nossas estrelas”, projetou Alex Damron.

A expectativa é que essa relação também se converta em novas fontes de receita.

“Mais amplamente, atrair mais patrocinadores que olhem para o esporte sob uma perspectiva internacional e tragam mais programas diretos ao consumidor e engajamento é uma prioridade para nós”, completou o diretor de marketing da IndyCar.