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Oakley Meta transforma óculos inteligentes em plataforma de IA para esporte, conteúdo e performance

Parceria com o T100 Triathlon World Tour acelera o uso de smart glasses com vídeo em primeira pessoa e métricas em tempo real

⚡ Máquina Fast
  • O mercado de óculos inteligentes deve movimentar US$ 200 bilhões até 2040, com alta de 167% nos envios em 2024, segundo HSBC.
  • Oakley/Meta lançou o Oakley Meta Vanguard para triatlo, um wearable com IA que grava vídeo, responde por voz e integra Garmin e Strava.
  • Tecnologia da Oakley foi liberada no T100 Triathlon World Tour após acordo comercial, apesar de ser proibida em outras provas de endurance.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O mercado de óculos inteligentes está bombando. Segundo o HSBC, o setor deve movimentar US$ 200 bilhões até 2040 e, só nos primeiros meses deste ano, já teve alta de 167% nos envios de smart glasses quando comparado ao ano passado (veja estudo). A Meta, sozinha, já controla entre 70% e 82% desse mercado global, combinando o Ray-Ban Meta como aposta de lifestyle com o Oakley Meta mirando esporte e performance. Ou seja, a empresa já entrou nesse jogo com uma escala que praticamente nenhum concorrente consegue bancar.

E é dentro dessa briga que a Oakley resolveu jogar diferente. Em vez de vender óculos como óculos, a marca está vendendo-os como uma “plataforma”, algo que grava vídeo em primeira pessoa, responde por comando de voz e acompanha seu desempenho em tempo real. Óculos viraram dispositivos (gadgets), assim como o já famoso Garmin ou um Apple Watch.

A aposta mais recente desse movimento é o triatlo. A Oakley/Meta fechou uma parceria com a Professional Triathletes Organisation para ser a fornecedora oficial de wearables com inteligência artificial (IA) do T100 Triathlon World Tour. O acordo foi anunciado na etapa de Londres (Inglaterra), na semana passada, e valerá pelo restante da temporada, que passará por lugares como Gold Coast (Austrália), San Francisco (EUA) e Doha (Catar). E aqui não é só o atleta profissional que usará os óculos: amadores, familiares e até equipes de transmissão também entram na jogada, o que também multiplica os formatos de conteúdo em primeira pessoa saindo de cada etapa (algo que lembra as câmeras corporais dos árbitros na Copa do Mundo de 2026, amplamente elogiadas pelos torcedores).

O produto por trás disso, o Oakley Meta Vanguard, foi pensado direto para exigências de provas longas. Bateria de até 9 horas, resistência à água e poeira (IP67), lentes que bloqueiam sol e vento, e áudio mais potente que o modelo anterior. Tudo isso já integrado com Garmin e Strava, o que dá ao atleta a possibilidade de perguntar por voz qual é a frequência cardíaca no meio da corrida, receber resumo automático do treino e postar vídeo com as métricas sobrepostas direto no Instagram.

Tem outro detalhe que ajuda a entender o tamanho da jogada: essa mesma tecnologia já foi proibida em outras provas de endurance, como Ironman e Tour de France. No T100, ela passou reto, porque a Oakley fechou um acordo comercial direto com quem organiza o evento.

Isso mostra que, no fim, quem decide se um wearable entra ou não em uma competição de elite pode ser menos uma regra técnica e mais quem chegou primeiro com o contrato certo.

O conteúdo desta publicação foi retirado da newsletter semanal Engrenagem da Máquina, da Máquina do Esporte, feita para profissionais do mercado, marcas e agências. Para receber mais análises deste tipo, além de casos do mercado, indicações de eventos, empregos e mais, inscreva-se gratuitamente por meio deste link. A Engrenagem conta com uma nova edição todas as quintas-feiras, às 9h09.