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Liana Bazanela, especial para a Máquina do Esporte

Liana Bazanela

3 min de leitura

Análise

A Copa do Mundo Feminina de 2027 já começou

Com a projeção de ultrapassar 800 milhões de fãs até 2030, o futebol feminino é mais do que realidade; marcas protagonistas serão aquelas que ajudarem a pavimentar essa estrada antes da bola rolar no Brasil no ano que vem

Liana Bazanela, especial para a Máquina do Esporte • Colunista

27/07/2026 06h30

Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada no Brasil, entre os dias 24 de junho e 25 de julho - Divulgação / Fifa

⚡ Máquina Fast
  • O marketing esportivo do futebol feminino exige relacionamento contínuo e apoio estrutural além da Copa do Mundo de 2027.
  • A audiência jovem e engajada valoriza marcas que promovem impacto social, diversidade e equidade no esporte.
  • O sucesso da Copa de 2027 depende do fortalecimento do ecossistema local e do crescimento da torcida feminina no país.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Quem acredita que a Copa do Mundo Feminina de 2027 começará no jogo de abertura provavelmente chegará atrasado. A maior transformação recente do marketing esportivo não aconteceu no campo, mas no comportamento do torcedor. Hoje, a relação com o esporte é contínua: o público acompanha atletas nas redes sociais, consome conteúdos de bastidores, participa de comunidades e influencia conversas diariamente. Nesse cenário de conexão constante, atuar apenas durante o evento já não é suficiente. E, quando o consumo muda, o papel das marcas também precisa evoluir.

No futebol feminino, essa dinâmica é ainda mais nítida. Segundo a Nielsen Sports, a modalidade deve ultrapassar 800 milhões de fãs até 2030, consolidando-se entre os maiores esportes do mundo. E trata-se de uma audiência jovem, engajada e que valoriza empresas alinhadas a impacto social, diversidade e equidade.

Por isso, a Copa de 2027 no Brasil vai muito além de uma vitrine comercial; ela é a chance de acelerar o desenvolvimento de todo o ecossistema local. Diante disso, a pergunta para o mercado não é como aparecer durante o torneio, mas qual papel desempenhar para que a modalidade chegue forte até lá. É nesse ponto que muitas estratégias falham: ao tratar o esporte apenas como mídia de curto prazo, o impacto evapora assim que o juiz apita o fim do jogo. Por outro lado, quem apoia a estruturação da categoria constrói uma relação legítima e duradoura com o público, transformando o patrocínio em relevância real e incentivo para todo o setor.

LEIA MAIS: A melhor Copa do Mundo para as marcas já começou, e ela será no Brasil

Ainda há tempo para construir um posicionamento autêntico, mas isso exige atitude agora, enquanto a atenção do mercado está dispersa. Na prática, significa ir além do patrocínio convencional e atuar em frentes estruturais, apoiando a formação de novas atletas, fortalecendo projetos de base, ampliando a visibilidade das jogadoras fora da bolha tradicional e facilitando o acesso aos campeonatos locais.

Um dado simples ajuda a dimensionar o tamanho desse desafio: enquanto a seleção masculina tem cerca de 27 milhões de seguidores no Instagram, a feminina conta com apenas 10% disso. Longe de ser um limite, essa diferença representa uma avenida de crescimento. Consegue imaginar o impacto de marcas liderando um movimento real para aproximar milhões de brasileiros das jogadoras, dos clubes e dos campeonatos nacionais?

A grande oportunidade de marketing até 2027 está em mobilizar e construir a maior torcida da história do futebol feminino no país. As marcas protagonistas serão aquelas que ajudarem a pavimentar essa estrada antes da bola rolar. A busca pela primeira estrela no escudo é o combustível para fazer o país sonhar, mas o sucesso desse movimento será medido pelo que ficará depois: mais meninas em campo, mais investimento nos clubes, cobertura midiática consistente e uma comunidade ampliada.

Afinal, essa paixão não será desfeita após o torneio; ela se tornará parte da nossa cultura. E o futuro pertencerá a quem ajudou a construir esse caminho.

O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte

Liana Bazanela é cofundadora da Hoc Sports

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