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Leicester é alvo de crítica de torcida por parceria entre BC.Game e atriz pornô

Torcedores questionam patrocínio máster após casa de apostas anunciar parceria com Eva Elfie e cobra posicionamento de time

BC.Game é o patrocinador máster do Leicester, que disputa a Championship, a segunda divisão inglesa - Divulgação

BC.Game é o patrocinador máster do Leicester, que disputa a Championship, a segunda divisão inglesa - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Leicester enfrenta críticas da torcida pela parceria com a BC.Game e a embaixadora Eva Elfie, atriz pornô russa.
  • Torcedores pedem boicote ao patrocinador devido à associação do clube com apostas e conteúdo adulto.
  • Leicester reconhece preocupações e negocia solução com a BC.Game após pressão de torcedores e órgãos reguladores.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

A Foxes Trust, associação de torcedores do Leicester, criticou publicamente a parceria do clube com a BC.Game, patrocinadora máster da equipe, após a empresa de apostas anunciar a contratação da russa Yulia Sergeevna Romanova, conhecida profissionalmente pelo pseudônimo Eva Elfie, uma famosa atriz pornô, como embaixadora da marca.

A BC.Game estampa a parte frontal da camisa do Leicester desde o início da temporada 2024/2025. Embora as casas de apostas tenham sido proibidas de ocupar o espaço principal dos uniformes na Premier League, esse veto não vale para a EFL League One, equivalente à terceira divisão inglesa, que o Leicester disputa atualmente.

Campeão da Premier League em 2015/2016, o Leicester enfrentou crises continuadas desde então. Em 2022/2023, o clube da região de East Midlands (centro-leste da Inglaterra) caiu para a Championship, a segunda divisão. O revés maior veio na última temporada, quando foi rebaixado para a Terceirona.

Pornografia

A controvérsia entre clube e torcida se acentuou nesta semana, quando a BC.Game confirmou a parceria com a influenciadora russa Eva Elfie, que realiza transmissões de e-Sports e jogos online, além de produzir conteúdo adulto para sites pornês. O anúncio foi acompanhado por um vídeo promocional.

Segundo a Foxes Trust, a iniciativa amplia o distanciamento do Leicester da imagem de um “clube familiar bem gerido”.

A associação de torcedores já havia se manifestado anteriormente contra o acordo comercial firmado entre o clube inglês e a empresa de apostas, que é sediada em Curaçao. Em novo comunicado, a entidade voltou a questionar a relação entre as partes.

“O clube não apenas firmou parceria com uma empresa de apostas, mas escolheu uma que não possui licença para operar no Reino Unido, que levanta questões não respondidas sobre a legitimidade de seu financiamento e origens, e que permite aos clientes realizar apostas utilizando criptomoedas”, pontuou.

A associação também criticou a escolha da nova embaixadora da marca. “Some-se a isso o fato de a BC.Game ter estabelecido uma parceria com alguém que continua construindo sua fama por meio de conteúdo adulto.”

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Brasil

No Brasil, controvérsia semelhante aconteceu com o Corinthians, após anunciar o patrocínio da Fatal Fans, empresa da Fatal Model, que em junho passou a ocupar espaço no calção da equipe masculina adulta. A plataforma de venda de vídeos exclusivos é conhecida por disseminar conteúdos adultos.

No mês passado, a Vara da Infância e da Juventude do Foro Regional do Tatuapé (zona leste de São Paulo), acatou uma ação civil pública do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) suspendendo a exibição da marca, que também aparecia em canais digitais, além dos times de futsal e basquete.

O caso pernanece sub-júdice, e o Corinthians teve que retirar a exposição da marca dos uniformes de suas equipes. Pelo patrocínio, o clube receberia R$ 22 milhões até o final de 2027.

Reação

Na Inglaterra, a Foxes Trust afirmou ainda que a associação entre jogos de azar e a produção de conteúdo adulto pode gerar impactos negativos, principalmente entre os mais jovens.

“Tanto as apostas quanto a pornografia podem ter impactos devastadores na vida das pessoas, especialmente dos jovens”, destacou a entidade.

“Parcerias como essas levam esses dois mundos a um público mais amplo e, por associação, vinculam-nos ao Leicester City. É isso que nos tornamos agora?”, questiona.

A entidade também divulgou resultados de uma pesquisa realizada com torcedores ao final da temporada. Segundo a Foxes Trust, 73% dos torcedores veem a parceria com a empresa de jogos de azar de forma negativa, enquanto apenas 5% estão satisfeitos com ela.

Por isso, a associação pede que a torcida boicote a patrocinadora. “Nossa recomendação é: ao comprar uma camisa oficial do Leicester City, opte por uma que não contenha o logotipo da BC.Game.”

Pressão

Em maio de 2025, a Coalition to End Gambling Ads (Cega) enviou uma carta ao Leicester e pediu à Comissão de Jogos (GC, na sigla em inglês), órgão regulador do setor no Reino Unido, que adotasse medidas contra o clube pela associação com a BC.Game.

A Cega argumentou que, apesar de a empresa não possuir licença para operar no mercado britânico, os mecanismos criados para impedir o acesso de usuários do Reino Unido à plataforma poderiam ser facilmente contornados.

Diante da repercussão negativa, o clube se pronunciou por meio de nota divulgada na quinta-feira (5).  “O Leicester City Football Club reconhece as preocupações levantadas a respeito de acontecimentos recentes envolvendo nosso principal parceiro, a BC.GAME”, destacou o comunicado.

“Levamos essas questões diretamente à BC.GAME e continuamos em negociações com a empresa para buscar uma solução mutuamente aceitável”, acrescentou.

A BC.Game não se pronunciou sobre o caso.