Carlo Ancelotti usou a audiência em rede nacional da transmissão da lista final de convocados do Brasil para a Copa do Mundo para conquistar o coração do torcedor brasileiro e colaborar no trabalho de resgate da imagem da seleção com o fã.
Ele mostrou ser o Mister Simpatia ao começar o discurso que terminou com o momento que todos aguardávamos, que era o sim ou o não a Neymar. Os demais 25 jogadores viraram história depois que o Mister falou o nome dele. E o público foi ao delírio. Dentro do Museu do Amanhã e Brasil adentro.
Ancelotti provou que é, além de treinador da seleção brasileira até 2030, um tremendo de um personagem.
O fator Ancelotti
O Mister sabe cativar. Explicar. Brincar. E, logicamente, sabe comandar.
Colocou Neymar entre os 26 da Copa. Mas, antes disso, preparou, como ninguém, o terreno para justificar tanto o sim quanto o não ao camisa 10 da seleção.
Terminou agradando à maioria. Mas não numa coletiva insossa pouco vista e muito repercutida.
Foi num evento transmitido ao vivo em rede nacional nas duas emissoras de maior audiência naquele horário e nos dois canais de YouTube mais populares do país. Um evento programado para a TV. Para relembrar ao torcedor o que é a seleção. Nossa história, nossos ídolos que já não estão mais por aqui. Nossa conexão com o futebol.
Ancelotti brincou, criou suspense, relembrou os clamores por Neymar ao longo deste último ano.
Chamou a responsa. E a torcida.
A CBF sabe que precisa resgatar a conexão entre torcida e seleção (e quem esteve no 5º Fórum Máquina do Esporte viu esse plano em primeiríssima mão).
Só que, nesse trabalho, a forma como Carlo Ancelotti se comunica é um excelente reforço. Se o hexa vem? Não dá para saber. Mas uma coisa é certa.
O Mister Simpatia é quem mais tem chance de deixar o caminho mais leve até lá.
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