Copa do Mundo será nirvana pós-eleições

O resultado do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil deixou claro que estamos divididos. Assim como foi em 2018, uma pequena diferença de votos escolherá um ou outro presidente para governar o país nos próximos quatro anos.

Ok, estamos até agora falando o óbvio. Mas você já parou para pensar de que forma isso poderá interferir na relação do brasileiro com a Copa do Mundo e, principalmente, na estratégia da sua marca para o torneio?

As eleições representarão o fim de uma trajetória cansativa na mente da maioria dos brasileiros. E o que virá logo depois?

A corrida pelo hexa deve simbolizar o início de uma nova jornada para o Brasil como nação, independentemente do resultado das urnas. A Copa será o nirvana pós-eleitoral. Será o momento em que metade do país desafogará as mágoas da derrota. E a outra metade comemorará a vitória do seu preferido.

O Mundial representa, também, o grande evento de entretenimento que unirá o país após meses de debates cada vez mais acalorados sobre o futuro da nação. É a Copa que fará o tio do zap e o sobrinho ativista social se abraçarem para comemorar um gol do Brasil.

Pela primeira vez, a Copa do Mundo encerrará a temporada do nosso futebol. Até por conta disso, o tal “clima de Mundial” ainda está longe de ser impregnado no nosso dia a dia. Com as eleições, isso ficou ainda mais forte.

Quase nenhuma marca fez até agora uma grande promoção atrelada ao Mundial do Catar. Mas o aperitivo do que está por vir já tivemos com o álbum de figurinhas da Copa. O sucesso de vendas e de discussão em torno dele mostra que estamos ávidos por consumir o torneio.

Quando novembro chegar, entraremos no nirvana. Serão 45 dias em que o país deixará de lado as urnas e os políticos para mergulhar naquilo que tradicionalmente foi nossa característica: a diversão com o futebol.

Nunca a euforia de uma Copa do Mundo fez tanto sentido para o Brasil como nação. Será que as marcas finalmente se atentarão para isso depois das eleições?

Nunca é só uma Copa do Mundo. Ainda mais neste 2022.

Erich Beting é fundador e CEO da Máquina do Esporte

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