Desde 2016, o Jogo das Estrelas do NBB passa por um processo de transformação, adotando o conceito de entretenimento esportivo e acoplando música, dança, moda e gastronomia ao basquete, e materializando o lifestyle da modalidade no comportamento social.
Em nove edições, diversas inovações foram implementadas e testadas: a primeira Fan Zone e o Desafio de Celebridades; o Show do Intervalo, com Jota Quest e Thiaguinho; o espaço “Quadra Vip” com hospitalidade; o jogo das Novas Estrelas do NBB contra a liga argentina; a torcida virtual projetada em uma parede de led ao redor da quadra; o formato de quatro equipes distribuídas entre jovens, estrangeiros e brasileiros; o “Café com as Estrelas”; a festa de boas-vindas; e a exposição de arte do NBB.
Agora, em 2026, dez anos após o início da transformação, a Liga Nacional de Basquete (LNB) apresenta mais uma evolução para consolidar o Jogo das Estrelas do NBB como uma plataforma de entretenimento, planejada para oferecer ao fã a melhor experiência do esporte nacional. Ao todo, serão mais de 3 horas de espetáculo, unindo tecnologia, esporte e música em quatro grandes momentos.
Quadra de led
A introdução da quadra de led será uma inovação no esporte sul-americano e representa uma ruptura simbólica. A quadra deixa de ser apenas o espaço em que o jogo acontece para se tornar uma tela de mídia de 29m x 16m com elementos visuais dinâmicos, storytelling em tempo real e interações com o próprio jogo em conteúdo expandido.
Os brasileiros experimentarão uma nova proposta de consumir o esporte.
Uma parada para o Seu Jorge
A escolha de Seu Jorge para o Show do Intervalo é um presente para a comunidade do basquete. Um artista dessa magnitude e relevância cultural ampliará o alcance do evento, atraindo novas atenções para a modalidade, e reforçando o posicionamento do Jogo das Estrelas e o impacto entre as diversas tribos que dialogam com o basquete.
O show trará a lógica do entretenimento aplicada ao esporte: quando a bola para, outro atrativo assume o protagonismo.
Influenciadores
Ideia inspirada na Kings League, a presença de influenciadores como padrinhos das equipes adicionará uma camada ainda mais atual ao evento. Em um cenário em que a distribuição de conteúdo é descentralizada, esses criadores funcionam como pontes diretas com os fãs. Eles amplificam o alcance e ajudam a construir a narrativa.
O jogo ganha novos protagonistas, novas linguagens e novos pontos de entrada para o público.
O jogo e os desafios
O jogo entre as quatro equipes (Time Mundo, Novas Estrelas, Brasil 1 e Brasil 2) terá uma ligação direta com os desafios individuais de Habilidades, 3 pontos e Enterradas. Cada desafio individual terá quatro atletas participantes. Cada participante representará uma das quatro equipes do jogo. As vitórias dos atletas nos desafios individuais gerarão pontos extras para o time representado. E, em meio a tudo isso, haverá um desafio com celebridades convidadas para a festa.
A decisão de concentrar tudo em um único dia criará um pico de atenção, potencializando a relevância digital e entregando maior valor para os parceiros comerciais. O resultado é um produto híbrido, em multiplataforma, orientado para o conteúdo e desenhado para ser compartilhado.
O NBB se aproxima de tendências mundiais, mas com uma característica própria: a disposição de usar seu principal evento festivo como laboratório de inovação. Em vez de proteger formatos tradicionais, a liga opta por experimentar. E talvez seja exatamente esse o maior valor do Jogo das Estrelas.
O artigo acima reflete a opinião do(a) colunista e não necessariamente a da Máquina do Esporte
Alvaro Cotta é diretor de marketing da Liga Nacional de Basquete (LNB)
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