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Galvão Bueno traz memória afetiva para marcas engajarem na Copa do Mundo de 2026

Narrador, que estará no SBT e na N Sports no Mundial, virou peça central do mercado publicitário ao gerar conexão direta com os torcedores

Galvão Bueno com o amigo Arnaldo Cezar Coelho em propaganda da Seara - Divulgação

Galvão Bueno com o amigo Arnaldo Cezar Coelho em propaganda da Seara - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Galvão Bueno segue relevante no mercado publicitário mesmo após saída da TV Globo, atuando na Copa do Mundo de 2026 pelo SBT e N Sports.
  • Marcas apostam na memória afetiva e na credibilidade cultural do narrador para conectar emocionalmente com o público durante a Copa.
  • Galvão impulsiona patrocinadores e canais, ampliando seu alcance nas plataformas digitais e fortalecendo o engajamento com os fãs.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, Galvão Bueno tem reafirmado a relevância que possui para o mercado publicitário ao se tornar o rosto de diversas campanhas publicitárias de grande alcance. Mesmo fora da TV Globo, onde se notabilizou como a voz da seleção brasileira, o narrador não perdeu importância para o público.

Nesta Copa, Galvão atuará na parceria entre o SBT, na TV aberta, e a N Sports, no streaming. Mesmo sem o canhão de visibilidade da TV Globo, ele permanece como um ativo estratégico para marcas que buscam conexão direta com a torcida brasileira durante o principal evento esportivo do planeta.

“O Galvão é a voz do futebol brasileiro. Não no sentido técnico, mas no sentido cultural. Ele está associado aos momentos mais marcantes da história do esporte no país”, destacou Bernardo Pontes, sócio da agência Alob Sports e colunista da Máquina do Esporte.

“Quando uma marca o coloca em uma campanha, está comprando memória afetiva coletiva. É um atalho emocional poderoso para atingir o torcedor que cresceu ouvindo aquela voz nos momentos decisivos da seleção brasileira, como no tetra em 1994 e no penta em 2002”, acrescentou.

Portfólio

A lista de marcas que apostam em Galvão Bueno inclui Seara, Volkswagen, Pagbank, Betnacional e, mais recentemente, a plataforma de entrega Keeta, gigante chinesa que chegou ao Brasil em outubro e é a principal ameaça à hegemonia do iFood no setor no país.

Para Fernando Fleury, PhD em Comportamento do Consumo e também colunista da Máquina do Esporte, não é à toa que tantas empresas, atuando em ramos diversos, buscam aval no narrador.

“O primeiro atributo do Galvão Bueno é mexer com uma questão de memória afetiva. Ele chama a atenção sensorial da memória”, definiu Fleury, que atualmente é gerente-executivo de marketing e negócios do Santa Cruz.

“Isso é extremamente importante. Mexe com uma geração muito grande que é ligada em Copa, que viu o Brasil ganhar”, completou.

SBT e N Sports

Galvão Bueno divulga produtos do PagBank - Divulgação
Galvão Bueno divulga produtos do Pagbank – Divulgação

A presença de Galvão Bueno em novos canais de transmissão atua como um motor comercial para essas plataformas.

O SBT e a N Sports já contam com 11 patrocinadores confirmados para suas transmissões da Copa, incluindo Pagbank e Seara, empresas que também têm Galvão Bueno como embaixador. Para Fernando Fleury, o locutor também empresta seu sucesso profissional às marcas parceiras.

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“Galvão é um cara de sucesso. As marcas utilizam uma pessoa que tem o rosto e a voz bastante conhecidos, além dos seus bordões. Ele traz uma credibilidade muito atrelada à performance de anos na TV Globo”, comentou o especialista.

Globo

Para Bernardo Pontes, a saída do profissional da TV Globo, ao final da Copa do Mundo do Catar 2022, não afetou sua atratividade no mercado.

“Pode diminuir a distribuição, não o ativo. Galvão Bueno fora da TV Globo continua sendo Galvão Bueno. Muda o canal, não a simbologia que ele carrega”, analisou.

“O que as marcas compram no Galvão não é o logotipo da emissora atrás dele; é a referência cultural que ele construiu ao longo de décadas, e isso não some com uma mudança de contrato”, explicou.

Fleury concordou:

“Em vez de enfraquecer sua imagem, Galvão fortalece a dos canais para onde está indo, principalmente do ponto de vista comercial. Também leva o patrocinador e fortalece as empresas”, disse.

Potencial

Iurii Torskii, o Feiticeiro do Hexa, em ação para a Keeta - Divulgação
Iurii Torskii, o “Feiticeiro do Hexa”, em ação para a Keeta – Divulgação

A estratégia das marcas envolve conectar Galvão a ecossistemas multiplataforma. A Keeta, por exemplo, lançou uma campanha que une o narrador a Iurii Torskii, o “Feiticeiro do Hexa”, que ficou famoso ao virar meme na Copa do Mundo da Rússia 2018, e ao locutor Rômulo Mendonça. A empresa utiliza a imagem de Galvão Bueno para ampliar sua presença no cotidiano dos clientes.

“De quatro em quatro anos, o Brasil para. E junto com o Brasil, vem uma janela de atenção coletiva que nenhuma marca pode ignorar”, destacou Rodrigo Farah, diretor de marketing da plataforma.

“A Keeta construiu um ecossistema inteiro para estar presente nesse momento, conectando entretenimento, conveniência e benefícios reais”, completou.

Veterano

Aos 75 anos e caminhando para sua 14ª edição de Copa do Mundo, Galvão mantém a capacidade de atrair investimentos ao personificar o “pachequismo” do torcedor e a herança das conquistas da seleção brasileira, que o tiveram como narrador nos Estados Unidos, em 1994, e na Coreia do Sul e no Japão, em 2002.

O engajamento é potencializado por bases de fãs sólidas, como os 2,5 milhões de seguidores no Instagram e 2,1 milhões no TikTok, plataformas digitais que nem sonhavam em existir durante o auge da carreira do locutor. Esse alcance ajuda a transformar cada inserção publicitária em parte de uma conversa cultural contínua durante o torneio.