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Gianni Infantino nega interesse financeiro e reforça paradas como necessidade esportiva na Copa

Presidente da Fifa garantiu que a entidade não recebe nada a mais, enquanto a Fox projeta mais de US$ 250 milhões com publicidade nas pausas para hidratação

Gianni Infantino acompanha partida entre Inglaterra e Gana na Copa do Mundo 2026 - Divulgação

⚡ Máquina Fast
  • Gianni Infantino defende pausas para hidratação como medida esportiva para igualdade nas condições de jogo na Copa do Mundo 2026.
  • Torcedores reagem com vaias às paradas, enquanto transmissoras lucram com publicidade durante as pausas.
  • Especialista critica a Fifa por tentar aplicar modelo norte-americano de monetização no Mundial de futebol.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

As paradas para hidratação durante os jogos da Copa do Mundo 2026 não param de dar polêmica. Em mais um episódio da discussão, Gianni Infantino, presidente da Fifa, defendeu que as paralisações se justificam por motivos exclusivamente esportivos.

Na Copa do Mundo 2026, as paradas estão sendo realizadas no 22º minuto de cada tempo em todas as partidas e sendo alvo de críticas. Enquanto alguns defendem tratar-se de uma necessidade física dos atletas, outros apontam motivações puramente comerciais e financeiras.

“O principal motivo é o calor, mas também precisamos entender que, em uma competição como a Copa do Mundo, disputada ao longo de 39 dias, com as equipes podendo jogar oito partidas nesses 39 dias, ter um momento para descansar é extremamente importante”, explicou Gianni Infantino, presidente da Fifa, em nota publicada pela entidade.

Nos estádios, a reação não tem sido positiva, com torcedores frequentemente vaiando os momentos de pausa. Mesmo assim, Infantino apontou benefícios esportivos da paralisação.

“O que importa ainda mais para nós é garantir que todas as equipes, em todas as partidas, joguem nas mesmas condições. E é muito difícil aceitar que um técnico possa ter a oportunidade de influenciar uma partida fazendo ajustes simplesmente porque está mais quente, enquanto em outra partida, onde a temperatura está um pouco mais baixa, o mesmo técnico não tenha a mesma oportunidade”, apontou. 

“Queremos garantir condições iguais para todos, e é por isso que essas pausas são implementadas em todas as partidas”, acrescentou.

Comercial

Com as paralisações, inexistentes nas últimas edições do Mundial, tornou-se possível a inclusão de inserções de publicidade maiores nas transmissões dos duelos.

De acordo com o veículo especializado Sport Business Journal, a Fox Sports, que exibe o torneio nos EUA, espera gerar pelo menos US$ 250 milhões, podendo alcançar até US$ 600 milhões, com os comerciais nas paradas para hidratação.

“Não há receita adicional para a Fifa, já que todos os acordos comerciais foram assinados com bastante antecedência. Portanto, não se trata de uma questão financeira para nós. Para nós, é puramente uma questão esportiva”, reforçou Gianni Infantino.

LEIA MAIS: Veja a estratégia comercial da Fifa por trás da pausa para hidratação na Copa do Mundo 2026

Análise

Para o colunista da Máquina do Esporte Fernando Fleury, PhD em Comportamento do Consumo e consultor em inovação, tecnologia e gestão do esporte, as pausas para hidratação representam um erro da Fifa.

O executivo entende que a entidade está “tentando importar, de forma sistemática, o modelo de monetização das grandes ligas norte-americanas para o maior evento de futebol do planeta”.

LEIA A COLUNA: As pausas para hidratação e o contrato que a Fifa resolveu quebrar