O Futebol Forte União (FFU) realizou Assembleia Geral, na tarde desta quinta-feira (9), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), em São Paulo (SP).
A reunião foi a primeira, desde a criação do Condomínio Forte União, sem a participações de representantes da investidora Sports Media Entertainment, que adquiriu percentuais (variando de 10% a 20%) dos direitos de arena dos clubes do bloco.
Em tempos recentes, a atuação da empresa, que é um veículo de investimento da Life Capital Partners, dentro do Condomínio vinha sendo muito contestada por alguns clubes, sobretudo depois que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) publicou medida preventiva proibindo a Sports Media de criar obstáculos para equipes que desejarem deixar o FFU.
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A relação dos clubes com a investidora dentro do bloco foi um dos temas debatidos durante a Assembleia.
A Máquina do Esporte apurou que os times querem propor um novo modelo de governança para o Condomínio, a ser apresentado à Sports Media. A ideia é de que o arranjo possa refletir a participação majoritária dos clubes no negócio.
Liga unificada
A Assembleia também definiu uma comissão que ficará encarregada de debater com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Liga do Futebol Brasileiro (Libra) a criação da liga unificada no país.
Ela será formada pelos dirigentes de Fluminense, Internacional, Vasco, Athletico-PR e Corinthians, da Série A, além de Cuiabá, Botafogo-SP e Atlético-GO, da B.
Desde abril, a CBF tem realizado reuniões com times das duas principais divisões nacionais, a fim de tentar avançar na ideia de criação da liga.
Os encontros foram uma solicitação de FFU e Libra, e atualmente debatem a valorização do Brasileirão como produto, antes de avançarem para outras discussões como modelo negociação de direitos ou de divisão de receitas.
Os clubes do FFU aprovaram também, na Assembleia, a proposta de contratação de um advogado independente para representá-los junto ao Cade, no lugar do profissional atualmente nomeado pelo Condomínio Forte União.
Esse caminho já havia sido adotado pelo Operário-PR, que enviou petição à autarquia federal, solicitando a mudança do advogado.
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A decisão tomada na Assembleia parece indicar que os clubes buscam um caminho diferente do Condomínio no processo do Cade.
