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10 anos depois, legado do Rio 2016 ajuda o Brasil na conquista de novas medalhas

Estruturas herdadas das Olimpíadas são usadas por centenas de atletas e recebem investimentos contínuos do COB

Centro de Treinamento Time Brasil no Rio - Rafael Bello/COB

Piscina do Centro de Treinamento Maria Lenk, no Rio de Janeiro (RJ), que será totalmente reformada - Rafael Bello / COB

⚡ Máquina Fast
  • COB mantém e investe R$ 18,5 milhões anuais nas instalações do Parque Aquático Maria Lenk e Centro de Treinamento de Ginástica Artística, usadas por mais de 1.300 atletas em 46 modalidades em 2026.
  • Centro Olímpico no Rio abriga o Laboratório Olímpico com 51 tipos de testes e implementa tecnologia de ponta como a piscina Myrtha no Maria Lenk para aprimorar preparação dos atletas.
  • Ginástica Artística treina grandes nomes no espaço climatizado que recebe investimentos de até R$ 4 milhões em equipamentos, refletindo nos resultados internacionais do esporte brasileiro.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

Exatos 10 anos após o fim dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016, o Comitê Olímpico do Brasil (COB) administra instalações que se tornaram fundamentais para a preparação de atletas do Time Brasil. Nesta sexta-feira (21), completa-se justamente uma década do encerramento do evento multiesportivo na capital fluminense.

LEIA MAIS: 10 anos do Rio 2016: A geração de profissionais brasileiros que se tornou referência global

O Parque Aquático Maria Lenk e o Centro de Treinamento de Ginástica Artística, ambos no Rio de Janeiro, que integraram o Parque Olímpico no Rio 2016, são hoje utilizados por centenas de atletas todos os anos e demandam investimento anual de R$ 18,5 milhões do COB para manutenção dos espaços.

Só em 2026, já fizeram uso das instalações 1365 competidores (35 deles medalhistas olímpicos), de 46 modalidades, ligadas a 30 confederações.

Maria Lenk

Construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e utilizado nas Olimpíadas de 2016, o Parque Aquático Maria Lenk foi concedido ao COB até 2048. O espaço reúne três piscinas e áreas de apoio, como sala de treinamento seco para saltos ornamentais.

“Trabalhamos com um grupo fixo em torno de 200 atletas. Mas temos um grupo variável, que vem para training camps, que certamente ultrapassa mil, porque é uma variação grande de atletas que anualmente vem utilizar a instalação, das mais variadas modalidades”, contou Jorge Bichara, diretor de esportes do COB, em entrevista à Máquina do Esporte.

O COB já investiu mais de R$ 60 milhões em reformas desde 2019, incluindo a cobertura da piscina e a modernização da estrutura.

“Nos próximos meses vamos trocar o modelo da piscina, que deixará de ser de ladrilho e vai trocar por uma tecnologia italiana chamada Myrtha [Pools], com placas de aço, tecnologia usada nas principais competições do mundo”, explicou Bichara.

Laboratório Olímpico

Jorge Bichara, diretor de esporte do COB, durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina - Rafael Bello/COB
Jorge Bichara, diretor de esportes do COB, durante os Jogos de Inverno de Milão-Cortina d’Ampezzo – Rafael Bello / COB

O complexo também abriga o Laboratório Olímpico, que realiza avaliações em atletas de diversas modalidades.

“São 51 tipos de testes, e nossa orientação é devolver os resultados em até 24 horas para que tenham aplicabilidade no treinamento”, afirmou Bichara.

O COB reserva cerca de R$ 2 milhões anuais para logística de hospedagem, alimentação e, em alguns casos, transporte aéreo dos atletas que utilizam o laboratório.

Ginástica Artística

O Centro de Treinamento de Ginástica Artística foi inaugurado em 2015 na Farmasi Arena, na Barra da Tijuca. Com 2.500 m², o espaço é climatizado e já serviu de preparação para mais de uma geração de conquistas internacionais na modalidade.

Nele treinam diariamente nomes como Rebeca Andrade, maior medalhista olímpica da história do Brasil, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira e Jade Barbosa, além das equipes de base do Flamengo e do Fluminense.

O COB investe anualmente na compra e substituição de equipamentos, que precisam estar alinhados às marcas utilizadas em competições internacionais.

“Este ano já fizemos investimentos de R$ 1 milhão e ainda temos pelo menos mais R$ 3 milhões previstos para aquisição e regularização de equipamentos de ginástica artística”, contabilizou Bichara.

Custos

Centro de Treinamento Time Brasil no Rio - Rafael Bello/COB
Atleta faz preparação no complexo do Maria Lenk – Rafael Bello / COB

A manutenção das estruturas exige recursos contínuos. O Parque Aquático Maria Lenk consome cerca de R$ 16 milhões por ano com manutenção e pessoal. Já o Centro de Treinamento de Ginástica tem custo anual de R$ 2,5 milhões, incluindo aluguel do espaço e equipe de apoio.

Na avaliação de Bichara, os resultados da ginástica artística e dos esportes aquáticos nos últimos ciclos olímpicos refletem diretamente o uso dessas instalações.

“Os relatos da Rebeca e da Flávia sobre o impacto da qualidade da instalação nos resultados da ginástica artística brasileira são claros. Nosso centro recebe atletas do mundo inteiro e é sempre elogiado pela qualidade da estrutura”, salientou.

Além das modalidades aquáticas e da ginástica, os espaços também recebem atletas de modalidades como judô, taekwondo, boxe e esportes de combate, que utilizam áreas adaptadas para treinamento.

“Neste ano, construímos um campo de tiro com arco dentro do complexo do Maria Lenk, onde o Marcus d’Almeida está treinando. Trouxemos ele para morar em frente ao nosso CT, do outro lado da rua”, relatou o dirigente, referindo-se ao principal arqueiro do país, dono de três medalhas em Campeonatos Mundiais.