Pular para o conteúdo

Com “Toma”, Nike quer usar futebol de rua para resgatar jogo bonito e se conectar aos jovens

Painel "Futebol, Cultura e Novas Gerações" reuniu representantes da marca no país durante o 5º Fórum Máquina do Esporte

Thiago Lia, Vini Footz, Japa Mayumi e Erich Beting (mediador) durante o debate Futebol, cultura e novas gerações, dentro do 5º Fórum Máquina do Esporte – Diogo Anhasco/Fotop

Thiago Lia, Vini Footz, Japa Mayumi e Erich Beting (mediador) durante o debate "Futebol, Cultura e Novas Gerações", dentro do 5º Fórum Máquina do Esporte - Diogo Anhasco / Fotop

⚡ Máquina Fast
  • Projeto 'Toma o Jogo' da Nike busca resgatar o futebol de rua para conectar o esporte às novas gerações.
  • A iniciativa gratuita inclui torneios de futebol 3×3, batalhas de rimas e apresentações culturais para jovens de 2008 a 2011.
  • Especialistas ressaltam a importância de ouvir o público jovem e valorizar a autoexpressão além do futebol tradicional.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.Feito por shiftx

O desafio de conectar o futebol às novas gerações foi tema de um painel realizado durante o 5º Fórum Máquina do Esporte, nesta segunda-feira (11), no Teatro ESPM, em São Paulo (SP).

Mediado pelo fundador e CEO da Máquina do Esporte, Erich Beting, o debate contou com as participações do Thiago Lia, gerente sênior de marca da Fisia, distribuidora da Nike no Brasil, e de Vini Footz e Japa Mayumi, embaixadores do projeto “Toma o Jogo”.

LEIA MAIS: Globo enfrenta desafio de falar com diferentes públicos na Copa do Mundo de 2026
LEIA MAIS: CBV e clubes tentam definir modelo de negócio da nova Superliga de Vôlei
LEIA MAIS: Comunidade do running permanecerá ativa durante a Copa do Mundo de 2026

A iniciativa global quer devolver o futebol às ruas, com o objetivo de resgatar o jogo bonito do drible e da criatividade, conectando o esporte ao público jovem.

“A nova geração tem uma maneira diferente de se relacionar com o futebol, que a gente tem de entender e se conectar. O primeiro ponto é entender o meio como ela se comunica. O segundo é analisar o que acontece dentro de campo. O jogo está muito tático, o que melhora a qualidade, mas, por outro lado, todo mundo joga igual. Por isso, outros formatos se conectam melhor às novas gerações”, explicou Thiago.

Na visão de Vini, o segredo para que essa conexão ocorra é que as marcas estejam dispostas a ouvir o público jovem.

“Precisamos estar abertos a ouvir e entender, porque temos muito a aprender com eles”, disse.

Japa lembrou de estudos recentes que mostram que 80% dos jovens brasileiros são sedentários.

“É uma geração que se movimenta pouco e não é muito ativa”, comentou.

Autoexpressão

Para Thiago, futebol é uma forma de autoexpressão.

“Não termina nas quatro linhas. Vai além. O objetivo é fazer diferente. Entender a performance e aliar à autoexpressão. Mostrar que tem outro jeito de se praticar futebol. Retomar o futebol de rua”, enfatizou.

Com o movimento global “Toma o Jogo”, a Nike tenta devolver o futebol à rua e resgatar a beleza do jogo.

“A ideia é conectar a cultura ao futebol”, explicou Thiago.

A iniciativa é gratuita, atualmente aberta a jovens nascidos entre 2008 e 2011, e conta com torneios de futebol 3×3, além de batalhas de rimas e apresentações musicais.

“A Nike sabe se conectar a partir da experiência que leva engajamento, para que o jovem seja semeador desse projeto”, explicou Japa.

A final do “Toma o Jogo São Paulo” será no próximo domingo (17), na Praça das Artes, no Centro da capital paulista.

A escolha do local inusitado para a grande decisão não foi aleatória.

“A intenção é colocar o futebol de rua em um lugar onde ele não é esperado e reforçar essa relação entre futebol e cultura”, disse Thiago.

O 5º Fórum Máquina do Esporte é patrocinado por Ticket Sports, Nike, sportv, Mercado Livre e Genial Investimentos, e conta com apoios de Administração ESPM e Fotop.